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Reação emocional de filha e mulher abalaram Temer

Não é a primeira vez que Maristela Temer liga para o pai em prantos. Nervosismo de Marcela Temer e citação ao filho tiraram emedebista do sério

Christina Lemos|Do R7 e Christina Lemos

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Marcela Temer viveu momentos de extremo estresse
Marcela Temer viveu momentos de extremo estresse

As horas que antecederam o pronunciamento do presidente Temer na manhã desta sexta-feira (27) foram de tensão, no Palácio do Jaburu, residência oficial, e no Planalto.

O emedebista administrava a um só tempo uma crise familiar e um problema legal de forte impacto político. Temer chegou ao Planalto disposto a fazer uma defesa pública da própria família, ante ao noticiário que acusava de "lavar propina em imóveis da família". Tudo, justo no dia em que deveria receber o colega chileno, Sebastián Pinera. Era preciso conciliar a agenda diplomática e o nervosismo presidencial.


Em mais de uma situação desde que assumiu a presidência, Temer viu os familiares sofrerem na pele as consequências da crise política que o afeta. Em pelo menos uma ocasião viajou a São Paulo para acalmar a filha Maristela, 46 anos, que ligou para o pai chorando, assustada com os desdobramentos da investigação sobre a reforma no imóvel onde mora. A cena se repetiu agora, com a convocação de Maristela para depor à Polícia Federal.

A mulher do presidente, Marcela Temer, 34 anos, também viveu momentos de extremo estresse ao ter a residência do casal em São Paulo atacada por manifestantes, dias depois de Temer assumir no Planalto, em substituição a Dilma Rousseff. Temer estava em Brasília e recebeu ligação de Marcela, em prantos, apavorada com a situação. O episódio foi determinante para que o casal mais tarde viesse a se decidir por morar no Palácio do Jaburu, área hoje isolada pela segurança do Planalto.


Esta manhã, a tensão presidencial se transformou num desafio para assessores. Nervoso e apressado, Temer não queria comprometer a visita oficial de Pinera. O próprio chileno tinha compromissos em série, após os atos protocolares junto ao governo. A imprensa recebeu três mensagens de texto com a convocação urgente para o pronunciamento. A maioria dos jornalistas especializados não havia chegado ao Planalto.

Por volta das 10h40, Temer surgiu no Salão Oeste. Num tom muito acima do usual, fez do pronunciamento o ataque mais duro até aqui às investigações do inquérito dos Portos, com termos como “irresponsabilidade” e “descalabro”. E mandou apurar o vazamento. Raul Jungmann cumpriu a determinação e no final do dia, acrescentou um comentário à nota oficial que distribuiu: “no Estado democrático de direito, não é admissível comprometer o legítimo direito de defesa e a presunção de inocência de qualquer cidadão ou do Senhor Presidente da República". 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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