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Tebet assume posto-chave e sela aliança com rivais de Calheiros

Senadora Simone Tebet vai comandar comissão mais importante do Senado, a de Constituição e Justiça. Ao assumir, declarou-se “devedora” dos tucanos Anastasia e Jereissati.

Christina Lemos|Do R7

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Senadora Simone Tebet (MDB/MS), presidente da CCJ do Senado.
Senadora Simone Tebet (MDB/MS), presidente da CCJ do Senado.

A senadora Simone Tebet (MDB/MS), que perdeu para Renan Calheiros a indicação da bancada do MDB para disputar a presidência o Senado, impôs ao colega uma nova derrota nesta quarta-feira: assumiu o comando da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a mais importante da Casa - cargo tido como sob medida para Calheiros. O senador alagoano desistiu da disputa pelo comando da Casa, após perder apoio de seus pares, em conturbada sessão, no último dia 2. No discurso de posse na presidência da CCJ, Tebet rendeu homenagens aos senadores do PSDB aos quais se aliou para derrotar o colega alagoano no plenário: Antônio Anastasia e Tasso Jerreissati.

“Serei sempre sua aluna”, disse Tebet a Tasso Jereissati, desafeto histórico de Calheiros, ao agradecer os conselhos do senador cearense, que a apoiou, segundo ela, “durante os momentos mais difíceis” que viveu no Senado. A senadora declarou-se “devedora” também de Anastasia, a quem dedicou uma citação do filósofo Aristóteles: “a amizade é uma alma em dois corpos”. Só depois é que Tebet agradeceu ao líder do próprio partido, o MDB, Eduardo Braga, que aliou-se a Calheiros na disputa pela presidência do Senado.

A nova presidente da CCJ também homenageou os novatos na Casa que, segundo ela, “são o oxigênio” do Senado e as mulheres eleitoras e parlamentares. “Quem está sentada nesta cadeira é a mulher brasileira. Nós podemos ocupar todos os espaços”, afirmou, lembrando a memória da atriz Bibi Ferreira, falecida nesta quarta. Em entrevista, prometeu “não engavetar” nenhum projeto, permitindo o debate, e dar prioridade à reforma da Previdência e aos projetos de Segurança Pública.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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