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Dólar fecha a semana abaixo de R$ 5,14. É o momento de comprar a moeda?

Recomendação é fazer a compra apenas no caso de objetivos específicos, como viagens e manutenção de patrimônio

Conta em Dia|Ana VinhasOpens in new window

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Dólar acumula desvalorização de 6,47% no ano
Dólar acumula desvalorização de 6,47% no ano Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar à vista fechou a semana a R$ 5,1340, mais uma vez nos menores níveis desde 21 de maio de 2024. Com isso, acumula desvalorização de 6,47% em relação ao real neste ano, após queda de 2,16% em fevereiro e de 4,40% em janeiro.

É o melhor desempenho entre as principais divisas emergentes e de exportadores de commodities, ao lado do dólar australiano.


O movimento reflete uma combinação de fatores internos e externos, explica Fabricio Tonegutti, especialista em direito tributário pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal.

“Primeiro, o Brasil está pagando juros muito altos. A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano. Isso faz com que os investidores estrangeiros tragam o dinheiro para aplicar aqui”, afirma.


Quando entram mais dólares no país do que saem, a moeda tende a ficar mais barata, é a lei da oferta e procura. Tem muita oferta de dólar dentro do Brasil. Então, o dólar cai por esse excesso de fluxo financeiro, fluxo cambial positivo.

Segundo ponto, avalia Tonegutti, é o cenário internacional, com os Estados Unidos, que começaram a diminuir os juros. Com isso, os investidores levam o dinheiro para lugares que podem pagar mais.


“O dólar perde força não só em relação ao real, mas em todas as demais moedas. O dólar perde um pouco de força no mundo inteiro. Esse fenômeno de enfraquecimento do valor do dólar é intencional do governo americano”, analisa.

Segundo ele, um terceiro ponto é que o Brasil teve uma uma entrada relevante de capital estrangeiro no começo do ano e isso fez toda diferença. “Esse movimento foi maior do que o normal. Isso acentua a oferta de dólar no mercado brasileiro e pressiona essa cotação do dólar para baixo”, acrescenta o especialista.


Para quem vai viajar

O momento é favorável para quem vai viajar. Mas, segundo ele, a estratégia mais segura é comprar dólar aos poucos. “Como não dá para saber quando vai subir ou cair, o ideal é comprar aos poucos, distribuindo a compra ao longo do tempo”, orienta.

E para investimento?

O dólar faz mais sentido quando você olha para investimento como uma proteção e uma diversificação, uma proteção para a inflação e uma diversificação no longo prazo.

“O dólar não é uma tentativa de ganhar hoje, ganhar rápido porque caiu. Mas sim, é uma tentativa de ganhar sempre ou de proteger contra eventos que sejam eventos prejudiciais no Brasil”, diz.

As projeções do próprio mercado indicam que o dólar pode voltar a subir ao longo de 2026. O cenário ainda é de oscilações. Normalmente, em ano de eleições, o dólar oscila muito.

“Em resumo, o dólar caiu porque está entrando muita moeda americana no Brasil, e porque o cenário internacional está forçando esse dinheiro a vir para cá”, explica.

Aproveitar ou não, depende do objetivo. “Para viagem no curto prazo, compre já e, se quiser pensar em proteção patrimonial, tem que comprar sempre, no longo prazo”, conclui.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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