Abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém está marcada para esta quarta (14)
Chanceler israelense confirma a cerimônia e menciona a possibilidade de o Brasil também transferir sua representação, dependendo do cenário político
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Quarenta e seis anos depois de transferir sua embaixada de Jerusalém para Tel Aviv, a Colômbia se prepara para voltar à cidade. A abertura da nova representação diplomática está marcada para quarta-feira, 14 de outubro, e simboliza a retomada das relações com Israel, interrompidas durante o governo de Gustavo Petro.
A confirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa’ar, que também mencionou o Brasil ao comentar a possibilidade de outros países adotarem a mesma decisão.
A iniciativa faz parte da política externa do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, que assumiu o governo em agosto com a proposta de reconstruir os vínculos com Israel. A cerimônia deverá contar com a presença de Sa’ar e do chanceler colombiano, Omar Bula Escobar.
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Os dois países haviam rompido relações diplomáticas em 2024, em meio às divergências sobre a guerra na Faixa de Gaza. Com a reaproximação, voltam à pauta oportunidades de cooperação em áreas como agricultura, comércio, tecnologia, defesa e segurança.
No início de outubro, o governo colombiano também nomeou Tania Gilinski Bacal como embaixadora em Israel, com a missão de fortalecer os contatos políticos e econômicos entre os dois países.
A escolha de Jerusalém tem um significado que vai além das relações bilaterais. Israel considera a cidade sua capital, enquanto os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado. Por causa dessa disputa, a maior parte da comunidade internacional mantém suas embaixadas em Tel Aviv.
A Colômbia transferiu sua representação para Tel Aviv em 1980, acompanhando uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Com a nova abertura, voltará a integrar o grupo de países que mantêm missões diplomáticas em Jerusalém, entre eles Estados Unidos, Guatemala, Paraguai e Honduras.
Ao mencionar o Brasil, Gideon Sa’ar associou uma eventual transferência da embaixada brasileira aos resultados das eleições presidenciais. A declaração expressa uma expectativa do governo israelense, sem representar qualquer decisão oficial de Brasília.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, a transferência chegou a ser discutida, mas não foi concretizada. O Brasil mantém sua embaixada em Tel Aviv e possui relações comerciais importantes com países árabes, especialmente no setor do agronegócio, fator que também pesa nas discussões sobre sua política externa para o Oriente Médio.
Na Colômbia, a aproximação com Israel não ocorre sem resistência. Manifestações em Bogotá expressaram críticas à retomada das relações diplomáticas e preocupação com a situação dos palestinos.
A abertura da embaixada colombiana representa um novo momento nas relações entre os dois países e reforça o interesse de Israel em ampliar o número de representações estrangeiras em Jerusalém. A questão, entretanto, continua cercada de sensibilidades políticas e diplomáticas, diante das divergências internacionais sobre o futuro da cidade.
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