Avanço da direita nacionalista muda cenário no Senado francês às vésperas da eleição presidencial
Rassemblement National amplia representação e conquista espaço inédito no Senado
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A política francesa ganhou um novo ingrediente a poucos meses da eleição presidencial de 2027. O Rassemblement National (RN), de Marine Le Pen e Jordan Bardella, saiu fortalecido das eleições para o Senado realizadas neste domingo (27) e, pela primeira vez, terá condições de estabelecer um grupo parlamentar na Casa.
A votação renovou 178 das 348 cadeiras do Senado francês. O RN conquistou nove novos assentos, que se somam aos três obtidos em 2023. Com a participação de parlamentares da União das Direitas pela República (UDR), legenda de Éric Ciotti e aliada do partido, o novo grupo poderá reunir cerca de 15 senadores.
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Em números absolutos, o RN continua distante das principais bancadas. Politicamente, porém, o resultado tem outro significado. A formação de um grupo próprio amplia sua capacidade de atuação no Senado, garantindo mais espaço nos trabalhos parlamentares, presença em comissões e melhores condições para apresentar e defender propostas.
O desempenho também mostra que o partido vem conseguindo transformar sua força nas urnas em maior presença nas estruturas políticas locais. Esse movimento tem peso especial nas eleições para o Senado francês, realizadas de forma indireta por um colégio eleitoral composto principalmente por representantes locais.
Apesar do avanço da direita nacionalista, o comando do Senado não mudou de mãos. Os Republicanos (LR) continuam como a principal força da Casa, com 123 senadores, apoiados pelos centristas. A aliança entre direita e centro mantém, portanto, posição dominante no Palácio do Luxemburgo.
O campo da esquerda também registrou uma novidade. A França Insubmissa (LFI), liderada por Jean-Luc Mélenchon, conseguiu eleger Gabriel Amard pelo departamento do Rhône, conquistando sua primeira representação no Senado.
Mais do que provocar uma mudança imediata no equilíbrio de forças da Câmara Alta, o resultado chama atenção pelo momento político em que ocorre. A votação foi o último grande teste eleitoral antes da escolha do próximo presidente da França, em 2027.
Para o Rassemblement National, chegar ao Senado com condições de estabelecer uma estrutura parlamentar própria representa mais uma etapa de sua expansão dentro do sistema político francês. O avanço acrescenta ainda um novo elemento ao cenário que antecede a corrida pelo Palácio do Eliseu.
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