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Síndico que passa pano para amigo está errando na gestão!

Regra de condomínio não pode depender de amizade. Se vale para um morador, precisa valer para todos

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Amizade não deve interferir na aplicação das regras do condomínio.
  • Síndico deve manter a imparcialidade, aplicando as mesmas penalidades para todos.
  • Tratamento diferenciado gera sensação de injustiça e conflitos entre moradores.
  • Síndico foi eleito para administrar o condomínio e não para proteger amigos ou perseguir desafetos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Todo condomínio tem aquele morador que é mais próximo do síndico. É amigo, participa da gestão, defende nas assembleias, ajuda no grupo de WhatsApp e está sempre por perto. Até aí, nenhum problema.

O problema começa quando essa amizade interfere na aplicação das regras.

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Imagine dois moradores cometendo exatamente a mesma infração. Um recebe advertência ou multa. O outro escuta: “Dessa vez deixa passar, ele é meu amigo”. A partir daí, a administração perde uma das coisas mais importantes dentro de um condomínio: a imparcialidade.

O síndico administra interesses coletivos. Ele não pode escolher quem será cobrado com rigor e quem ganhará tratamento especial porque é amigo, aliado, conselheiro ou alguém que sempre defende sua gestão.

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Se houve uma infração devidamente comprovada, o procedimento deve seguir o que determina a convenção e o regimento interno. Se a regra prevê advertência primeiro, faça a advertência. Se permite multa direta em determinada situação, siga o procedimento. Mas faça isso de maneira igual para todos.

E atenção: isso vale também para quem é inimigo do síndico. A administração não pode aliviar para os amigos nem pesar a mão contra quem critica a gestão.

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Quando os moradores percebem que existe tratamento diferente, começa aquela sensação de injustiça: “Para mim tem multa, mas para o amigo do síndico não tem?”. E aí um problema que poderia ser simples começa a gerar conflitos, discussões e questionamentos sobre toda a administração.

Por isso, antes de aplicar qualquer penalidade, o síndico precisa olhar para a infração, para as provas e para as regras — e não para o nome de quem cometeu.

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Síndico não foi eleito para proteger amigos nem perseguir desafetos. Foi eleito para administrar o condomínio e fazer cumprir as regras para todos.

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