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A volta, lenta e tensa

Belo Horizonte tem seu primeiro dia de flexibilização do isolamento social nesta segunda-feira (25) e ruas da cidade contam com maior movimento

Eduardo Costa|Do R7

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Houve aglomeração em frente a um shopping popular da cidade
Houve aglomeração em frente a um shopping popular da cidade

Deixei o isolamento no fim da manhã desta segunda e dei um giro pela área central de Belo Horizonte. Não o fazia há 70 dias, por cuidados que a pandemia exige e porque, apaixonado que sou pela cidade, não queria vê-la completamente vazia. Só as fotos me entristeciam. Agora, o quadro mudou. Um pouco.

O movimento após a reabertura parcial do comércio ainda é tímido. Isso é ruim, mas, é ótimo. Como? Ruim porque deixa explícito o quanto os comerciantes terão de esperar para retomar seus negócios, pagar as contas e sobrar algum; ótimo porque indica que as pessoas estão entendendo o recado das autoridades, de que não é hora de festa nem de passear, pois, se facilitarmos e o corona apertar, teremos o sofrido retorno ao isolamento completo.


Na volta, senti bairros como Sion e São Pedro ainda recolhidos, a Savassi sofrida, com muitos moradores de rua e a falta que os bares fazem. Aliás, na cidade toda eles é que dão aquele sentido de agito, de movimentação. Os pequenos restaurantes em ruas como São Paulo e Timbiras, normalmente cheios na hora do almoço, continuam de portas baixas e sem alegria. No Mercado Central, fila organizada na porta e controle absoluto lá dentro. Na Praça Sete, mais comprador de ouro que gente querendo vender, mais moças oferecendo fotos que clientes querendo fazer pose. Na Praça da Rodoviária, os deserdados da sorte, como zumbis, para lá e para cá.

Perto dali o grande congestionamento na Rua Guaicurus. Seria o sobe e desce dos hotéis de alta rotatividade? Não; também continuam fechados. Era o grande fluxo provocado pelo Shopping Oiapoque, em cujas imediações imensas filas... Pelo menos na manhã de segunda, não havia outro lugar tão disputado na cidade.


Notícia boa: mais de 80 por cento das pessoas usando máscaras.

Outra: entidades do setor produtivo espalharam faixas educativas, mostrando a necessidade de cuidados, sinal de parceria com a Prefeitura.


No mais, é continuar fazendo a coisa certa. Quem precisa, sai, resolve e volta. Quem pode, fica em casa. Esta é a semana do juízo... Ou avançamos para a reabertura total ou regredimos, com risco de parar tudo.

Fé em Deus, máscara na cara e vamos que vamos!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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