Quem sabe a Venezuela está certa?

Venezuela inicia, nesta segunda-feira (22), uma nova fase na convivência com a covid-19; o país vai fazer um rodízio de abertura da indústria e do comércio

Venezuela inicia rodízio para frear o coronavírus

Venezuela inicia rodízio para frear o coronavírus

Pixabay/Reprodução

Seguramente o país mais sofrido do continente, por conta de uma sucessão interminável de problemas políticos, a Venezuela está iniciando nesta segunda-feira (22) uma nova fase na convivência com vírus que me parece interessante. O país vai fazer rodízio, de forma que indústria e comércio funcionem por sete dias e parem pelos sete seguintes.

Por que penso que a estratégia pode dar certo, sem ser infectologista ou especialista em microbiologia? Porque asseguram os médicos que, se o cidadão permanece 14 dias em isolamento, assintomático, é considerado curado. Ora, se não podemos parar tudo por tempo indeterminado porque a economia não aguenta, mas, da mesma forma não é prudente liberar geral, pode ser que funcione. Estava aqui pensando... Se a pessoa trabalha por uma semana, fica em casa na seguinte e, ao final desta segunda, não tem sintomas, creio ser plausível que ela volte ao batente.

Claro que esse raciocínio não dispensa os cuidados essenciais, como uso da máscara e distanciamento, além, é claro, de incluir só a resolução dos problemas básicos, sem passeio, sem festas. É só um livre pensar, não conversei com ninguém sobre o assunto; portanto, não tome esse palpite como algo estudado, testado e científico... Quero é provocar o debate, considerando que mais e mais falo com gente apavorada que pede, ao mínimo, uma opinião sobre quando as coisas vão voltar ao normal.

Fico constrangido, primeiro por não acreditar em “normal” como elas pensam tão cedo e, segundo, porque tem gente já passando muita dificuldade. E, como disse o poeta, não é só comida... A gente quer também diversão e arte. A proibição da “pelada” no Conjunto IAPI neste fim de semana, por exemplo, está correta sob todos os ângulos da Covid, mas, fiquei pensando nos 50 anos que vivi jogando futebol três, quatro vezes por semana e como seria doído ficar 90 dias sem ver a quadra ou o campo. E não consigo me convencer de que uma bolinha rolando ao ar livre por uma hora semanal pode fazer tanto estrago.

A única coisa que cresce dentro de mim, desde o começo de abril, é que esta história de parar tudo – ou quase – como Belo Horizonte faz há tanto tempo pode ser estratégia de prevenção, mas, faz surtar muita gente.

Deus nos acuda!