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Ancelotti, pão e circo: convocação da Copa foi no estilo ‘a volta dos que não foram’

Entre Carnaval, sorrisos e propagandas, o técnico italiano enfeitiçou os brasileiros. Chegou a hora de provar que sua poção mágica será capaz de montar um time convincente em tempo recorde; por enquanto, foi muito papo e pouco futebol

Espaço Prisma|Maurício Noriega, especial para o R7*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ancelotti encantou os brasileiros com sua carismática presença e campanhas publicitárias.
  • Seu desempenho na Seleção foi de 56,6%, abaixo da média histórica de 71% da equipe.
  • A convocação mistura jogadores experientes e novos, apostando no passado e no futuro.
  • Treinos começam em 27 de maio, com amistosos programados e a necessidade de aplicar sua estratégia rapidamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ancelotti terá nove dias para fazer sua ideia saltar da cabeça para o gramado Rafael Ribeiro/CBF

A lista de Carlo Ancelotti parou o Brasil. Uma festa cafona e uma convocação do tipo “a volta dos que não foram”. O maior treinador de clubes do mundo se naturalizou brasileiro em carisma, provou seu amor ao cinema sendo bom ator de propagandas e encantou as serpentes tropicais com charme e sedução. Por enquanto, Carleto foi muito papo e pouco futebol.

Em dez jogos, seu aproveitamento à frente da Seleção foi de 56,6%. O desempenho histórico da camisa cinco vezes campeã mundial é de 71%.


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O que salta da convocação metida a entrega (ruim) do Oscar montada pela CBF nada tem a ver com a culinária italiana de Parma. Os 26 de Ancelotti têm gosto de um prato tipicamente brasileiro, o famoso “soborô de ontê”. Aquela raspa do tacho do que ficou na dispensa das últimas compras.

O treinador buscou suporte em jogadores com quem trabalhou e conhece, mas cujos grandes momentos ficaram em algum lugar do passado. Encaixam-se nesse perfil Alisson, Ederson, Weverton, Danilo do Flamengo, Casemiro, Alex Sandro, Fabinho, Paquetá e Neymar (já escrevo sobre ele).


Há outro truque de sedução na lista de Ancelotti. Ele convocou mais jogadores que atuam no Brasil do que Tite em 2018 e 2022. Uma ode ao Brasileirão da CBF que lhe paga. Mas cinco dos sete craques tropicais respondem ao perfil do sucesso anterior na Europa, o verdadeiro parâmetro do treinador.

O presente da convocação é baseado no passado e faz uma aposta no futuro. A salada temporal de Carleto, o sedutor.


Neymar entrou na lista por um golpe de sorte em meio ao azar que o tem fustigado com lesões. Se Estevão não estivesse contundido, a presença do santista seria pouco provável. Seu chamado é nostálgico, na esperança de que sua magia apareça de repente num lance aleatório.

A Seleção se apresenta em etapas. Começa a treinar no dia 27 de maio, joga dia 31 contra o Panamá, viaja dia 1º de junho para os Estados Unidos e somente lá estará completa (os finalistas da Champions devem se unir ao grupo nos States).


Ancelotti terá nove dias para fazer sua ideia saltar da cabeça para o gramado. A conta é simples. Entre viagem, chegada de todos os jogadores e o amistoso do dia 6 contra o Egito, é entre 3 e 12 de junho, véspera da estreia, que o time precisa sair do papel.

A fase de sorrisos, comerciais, festa, viagens pelo Brasil e tietagem acabou.

Bora trabalhar, Carleto!

*Maurício Noriega é comentarista da RECORD

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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