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Os tarifaços de Trump - desemprego ou oportunidades para o Brasil?

A queda de exportações para os EUA pode não nos afetar tanto quanto imaginávamos

Eu Quero o Sucesso|Flávio GuimarãesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tarifas dos EUA trazem instabilidade, mas oportunidades podem surgir para o Brasil.
  • Aumento das exportações para a China pode compensar perdas com os EUA, especialmente em setores como soja e carne bovina.
  • Dependência crescente da China pode ser arriscada para a economia brasileira, com potenciais impactos negativos.
  • Novas demandas do mercado de trabalho requerem profissionais com conhecimentos diversos, refletindo a cultura das empresas chinesas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Como a queda nas exportações para os EUA pode abrir novas portas para o Brasil Reprodução/Freepik

Nos últimos meses temos vivido o apavoro de receber tarifaços dos EUA em diversos produtos produzidos aqui, o que causou muita instabilidade entre empresários e setores de trabalho da economia do país.

É claro e evidente que uma canetada do país norte-americano gera muita confusão em relação a possíveis desempregos e demissões em massa.


Entretanto, há muitas movimentações em curso que podemos considerar para que esse pânico não tome conta da sociedade de uma forma geral.

Mesmo que a Suprema Corte norte-americana tenha suspendido os tarifaços em fevereiro de 2026, o tempo que ficou em vigor gerou um certo problema, mas que provavelmente será resolvido em médio prazo e voltará à normalidade que era antes do vigor.


Entretanto, precisamos entender que ainda existem muitos caminhos para que Trump possa intervir, seja com novos dispositivos ou novas leis.

Logo, compreendemos que estamos no meio de um campo minado que requer cautela em todas as movimentações políticas e de empregabilidade.


O giro do mercado de trabalho, assim como qualquer mudança, cria um novo ambiente de exploração na geração de emprego e renda.

No nosso caso, essa movimentação é natural em direção à China, hoje o maior parceiro comercial que temos. Com as mexidas de Trump, a tendência é que essa relação se afunile mais ainda.


Os chineses, por outro lado, estão reduzindo taxas de importações por lá, o que favorece mais ainda o mercado brasileiro.

Essa movimentação para a China faz com que o estrago seja menor e não tenhamos tantas demissões em massa como estávamos esperando. Para entendermos em números, podemos citar o seguinte exemplo: esperávamos demissões em nível 10, mas ocorreram em nível 04.

E isso não é fator para não nos preocuparmos. Precisamos, sim, lutar para que esses empregos perdidos voltem. E isso vai acontecer de forma natural, pois o caminho que estamos indo nos mostra uma projeção de recuperação dessas vagas que foram perdidas.

Com os novos negócios surgindo com os chineses, algumas empresas que antes demitiram estão voltando a operar para as exportações. Com isso, cria-se a necessidade direta de mão-de-obra.

Sendo assim, a tendência é que os profissionais que foram demitidos voltem aos seus postos, podendo ser os mesmos ou em outras empresas.

Ainda sobre isso, precisamos ter o cuidado de não nos tornarmos quase 100% dependentes dos chineses. Esse pode ser um caminho perigoso para a nossa economia, trabalho, emprego e renda.

É como se você tivesse uma empresa e um único cliente correspondesse a 80% ou 90% dos seus negócios. Se você o perder, o que pode acontecer?

Alguns números oficiais nos mostram que essa movimentação de compensação já começou a ocorrer. Veja:

1 – Mercado de soja: com o tarifaço de Trump, as indústrias de soja do país correram para negociar com os chineses. Com isso, conseguiram reverter boa parte da perda de alguns meses de produção parada. Essa movimentação gerou ao Brasil o título de maior fornecedor do mundo de soja para a China.

2 – Mercado de carne bovina: enquanto houve uma queda média de 60% de exportações para o país norte-americano, por outro lado tivemos um crescimento oscilante entre 38 e 66% de exportações para os chineses.

No final de 2025, a carne bovina brasileira representou 50% de todo o volume de compras para o país asiático. Esses percentuais ainda não indicam a recuperação do mercado em relação às perdas obtidas durante os tarifaços, porém mostram que estamos no caminho.

3 – Mercado de mineração: a indústria, em um acumulado geral, teve queda de 13% após os tarifaços de Trump. Com a ofensiva dos chineses para comprar os nossos produtos, houve um aumento de 12% para o país asiático. Ainda estamos com 1% em déficit, mas que também tende a ser recuperado.

Temos que considerar que esses três mercados acima movimentam boa parte da engrenagem de geração de emprego e renda, seja por contratações diretas ou indiretas.

Eles contratam prestadores de serviços de manutenção predial, construções, TI, segurança do trabalho, laudos técnicos, especialistas em regulação, legislação, consultoria jurídica, empresarial, financeira e tantos outros. Isso tudo gera oportunidades, mantém ou aumenta a geração de vagas.

Com esse aumento na roda da renda, também temos as pessoas empregadas, que mantêm o consumo, compram novos imóveis, veículos, bens de consumo etc. Ou seja, é um mecanismo que precisa ser alimentado.

O que pode acontecer daqui para frente

Novas tarifas com novos dispositivos ou leis: mesmo que Trump faça isso, a tendência de geração de desemprego em solo brasileiro é baixa e há um motivo para isso: os canhões já estão mirados para a China, que vai sustentar o fôlego de emprego nos mercados que perderam com o tarifaço aplicado.

Dependência quase total da China: mesmo que os chineses mantenham boa parte dos empregos no Brasil, essa conta vai ser cobrada.

E não há uma forma melhor de cobrança do que criar a dependência financeira e direta. Assim, o futuro vai criar um ambiente de muitas concessões aos pedidos feitos por eles.

Isso inclui mercados (o que já vem acontecendo), isenções tributárias para novas indústrias, mineração e terras raras.

Redução de salários: é uma realidade que já temos vivido em nosso solo. A redução de ofertas salariais é um fato que vem sendo constatado ao longo do período em que as empresas chinesas vêm se instalando por aqui.

Isso ocorre devido à cultura deles ser com a tradição de salários menores se comparados a outras regiões do mundo.

Sendo assim, essa cultura será levada para onde eles forem. Para entendermos, de forma prática, um gerente de produção industrial que o Brasil pagava entre R$ 19.000 e R$ 23.000, hoje, em uma empresa chinesa, a oferta está entre R$ 14.000 e R$ 16.000.

Com essa diminuição, o consumo direto e poder de compra também diminuem.

Exigência de duplos conhecimentos: esse fator também é uma cultura do país asiático. Normalmente, as empresas chinesas buscam profissionais que possuem conhecimentos duplos ou diversos em vez de um específico.

Ou seja... quando eles buscam contratar um analista de RH, essa pessoa tem que conhecer recrutamento e seleção e também departamento de pessoal, uma característica ainda pouco existente nesse setor.

Normalmente, o profissional dessa área conhece muito de uma ou de outra. Há, sim, profissionais que possuem as duas áreas, mas proporcionalmente em quantidade menor.

Uma nova ordem de emprego e renda

Após as canetadas de Trump, o Brasil vem passando por um momento de transformação na criação de nova ordem econômica e de geração de emprego e renda.

Mesmo que não tenhamos a certeza absoluta do que isso pode criar lá na frente, as projeções nos mostram tudo que falamos até agora.

No meio do percurso, podem, sim, surgir muitas variáveis que nos levarão a caminhos não imaginados. Ou... pode ser que essas variáveis nunca existam.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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