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Eu Quero o Sucesso

Não me sinto mais feliz na minha profissão: o que fazer?

Estudos feitos pela ABET indicam que 28 a 40% dos brasileiros são infelizes no trabalho

Eu Quero o Sucesso|Flávio GuimarãesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Muitos brasileiros se sentem infelizes no trabalho, com a desmotivação surgindo frequentemente por causas externas.
  • A repetição exaustiva de atividades pode gerar desmotivação, sugerindo que mudanças na rotina podem ajudar.
  • A falta de apoio da chefia em iniciativas pode desestimular profissionais, levando-os a repensar sua permanência na empresa.
  • Problemas familiares também influenciam na infelicidade profissional e, se necessárias, mudanças de carreira devem ser cuidadosamente avaliadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Problemas podem levar à síndrome de Burnout, que é o extremo da sobrecarga emocional misturado com a carga de trabalho Reprodução/Freepik

Viver infeliz é um tormento para qualquer pessoa, seja no âmbito pessoal ou profissional. Muitos profissionais passam por momentos em que se questionam se a profissão que exercem era realmente a que deveriam ter seguido.

Isso causa angústia, preocupação e frustração, sentimentos que, ao se unirem ao cansaço da rotina e estresse do dia, criam uma grande explosão no comportamento.


Além disso, alguns problemas podem surgir, como a síndrome de Burnout, que é o extremo da sobrecarga emocional misturado com a carga de trabalho.

Por mais que esse sentimento traga muita angústia para o coração e alma, precisamos avaliar a situação em um contexto mais completo do que apenas o de momento.


Alguns estudos mostram que boa parte das desmotivações surgem por situações de períodos e que, na maioria dos casos, não são os motivos de origem para dar início à desmotivação.

De forma mais simples... boa parte das desmotivações surgem por circunstâncias ruins e não pelo que a pessoa acha que é.


Vamos entender um pouco mais sobre isso?


A REPETIÇÃO DE ATIVIDADES COMO GATILHO DE DESMOTIVAÇÃO

Muitos profissionais desmotivados na atual profissão alegam que a repetição das mesmas atividades é sufocante e que isso os faz querer desistir do trabalho.

Nesse contexto, dá para entendermos claramente que a profissão não foi uma má escolha, mas sim a rotina atual que ela exerce. Ou seja... não é um motivo de felicidade por profissão, mas sim de atividades do dia a dia.

Algumas possíveis soluções:

— Tente exercitar o cérebro nas atividades diárias. Se você começa o dia fazendo um tipo de atividade, alterne o horário nos outros dias, passando para o meio ou final do dia, para que o cérebro não se estresse com a repetição excessiva. Essa é uma estratégia chamada elástico cerebral e tem um poder gigantesco.

— Se for possível, experimente dar intervalos de 5 minutos a cada hora trabalhada. Isso vai fazer com que o seu cérebro descarregue o estresse da continuidade antes de voltar às atividades em si.

— Tente não pegar trabalhos dos outros, a não ser que seja muito necessário. O sobrecarrego de estresse também pode ter um gatilho por você querer sempre ajudar todos ao mesmo tempo.

FALTA DE APOIO OU CONFIANÇA DA CHEFIA EM INICIATIVAS

Existem muitos casos de profissionais que possuem grandes projetos e iniciativas para que problemas sejam resolvidos no dia a dia; entretanto, eles não possuem apoio da liderança por não haver crença de que aquilo pode dar certo.

Esse também é um motivo que está fora do contexto de não ter escolhido a profissão certa, mas sim de desmotivação gerada pela falta de confiança. E isso é mais comum do que imaginamos.

Algumas possíveis soluções:

— Criar uma nova narrativa para o mesmo projeto. Venda de outra forma, diferente da primeira vez. O projeto pode ser muito bom, mas pode não ter sido bem entendido pela liderança.

— Se você perceber que realmente não há qualquer forma do projeto ir à frente, repense sua permanência na empresa. Quando isso ocorre, é muito provável que o seu potencial não seja bem usado e desenvolvido. Quem sabe ele pode ser usado em voos maiores.

— Busque um novo trabalho de forma paralela sem sair do atual. Assim, não sairá “no escuro” e sem perspectivas. O mercado, do lado de fora, não está fácil.

PROBLEMAS FAMILIARES

Outra observação necessária para saber se a sua infelicidade na profissão é de momento ou real é o seio familiar: checar se há problemas, conflitos ou circunstâncias que estão gerando a sua insatisfação rotineira.

Algumas situações familiares que podem estar gerando a sua infelicidade profissional:

- O desemprego do cônjuge: nos últimos anos, muitas pessoas foram demitidas de empresas. As famílias que antes tinham duas rendas passaram a ter uma, criando a insuficiência de renda mensal. Isso, com o passar dos dias, também cria o sentimento de fracasso, o que pode refletir na profissão com o sentimento de “ganho muito pouco”, ou “era para ter escolhido uma profissão que dá mais dinheiro”. Se você se identifica com essa situação, saiba que sua escolha não foi um erro, mas sim o contexto atual que está gerando desmotivação.

- Familiares que ganham mais que você em outra profissão: isso também é bem recorrente e deve ser observado com cautela. Em alguns casos, até pensamos em mudar para a profissão da pessoa; no entanto, nem sempre é o trabalho ideal para o nosso perfil, o que geraria mais frustração no futuro. Se você está nesse contexto, a sua infelicidade também não vem da profissão, mas sim de um cenário. A solução para isso pode ser criar projetos inovadores dentro da própria profissão em que poucas pessoas atuam. Isso vai gerar demandas de mercado e, por consequência, maiores ganhos financeiros.

E SE EU PERCEBER QUE NÃO É NADA DISSO E QUE REALMENTE PRECISO MUDAR DE PROFISSÃO?

Se você percebeu que tudo que falamos acima não é o que ocorre com você, é pelo fato de que a sua infelicidade profissional é real. Por isso, listei algumas alternativas para isso:

— Você tem um sonho antigo de profissão, desde a infância? Se sim, é hora de começar a estudar mais sobre o assunto, e, se for algo que lhe completa mentalmente, mergulhe de cabeça. Entretanto, é necessário termos a consciência de que um novo projeto pode não funcionar de forma tão rápida, demandando um certo tempo para amadurecimento no mercado.

— Há algo que você faz muito bem, mas nunca atuou? Sempre tem algo que fazemos muito bem. Uns com as mãos, outros com o pensamento, outros com criação e tantos outros aspectos. No momento de troca de profissão, precisamos listar todos esses fatores, para assim termos uma ideia mais ampla de para onde devemos ir. O recomendável é que faça uma lista com 5 coisas. Dentro dessas 5 coisas, devemos avaliar o que fazemos de forma mais aprimorada. É lá que temos que ir.

— Conhece alguém da nova área que pretende seguir? Se sim, peça para passar um dia com a pessoa para ver como é o trabalho, a rotina e as dificuldades rotineiras. Isso pode ajudar a comprovar que vai migrar para uma área que realmente satisfaça como profissional.

— Existem reservas financeiras para fazer cursos em uma nova área? Se sim, faça. Se não, o ideal é que possamos recorrer a cursos gratuitos na internet, que hoje são financiados por instituições de ensino de todo o país por meio de recursos disponibilizados especificamente para isso.

— Quer migrar para uma nova área desconhecida por você? Não há problema nisso. Por mais que muitos especialistas digam que essa não é uma boa opção, se a sua escolha for por uma área muito diferente da sua de origem, pode surgir uma grande descoberta de um potencial que estava escondido dentro de você. Portanto, se é a sua vontade, vá e faça.

Escolher uma nova profissão não é uma tarefa fácil. Requer, acima de tudo, muita paciência para esperar que a nova atuação profissional amadureça e se torne referência no mercado.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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