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Redes Sociais aumentam risco de depressão nas adolescentes 

Joel Rennó Jr|Do R7

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As consequências à saúde mental das meninas expostas ao uso intenso das redes sociais (mais de 5 horas por dia) são mais graves quando comparadas aos meninos. A prevenção precisa ser discutida por toda a sociedade.

(Dr Joel Rennó Jr)

Meninas adolescentes são duas vezes mais propensas a apresentar sintomas de depressão do que os meninos.

E agora foi comprovado o grande, e negativo, impacto das redes sociais nesse quadro.

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Segundo um importante estudo do University College London (UCL), divulgado em Londres, uma em cada quatro meninas analisadas apresentou sinais clinicamente relevantes de depressão, enquanto o mesmo ocorreu com apenas 11% dos garotos.

Os pesquisadores constataram que a taxa de depressão mais elevada é devido ao assédio online, ao sono precário e a baixa autoestima, acentuada pelo tempo nas mídias sociais. Esse resultado ficou bem acima da média de depressão na população geral.

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Mídias sociais e o risco de depressão

No Reino Unido, quase 11 mil jovens participaram da pesquisa e ficou evidente que:

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*As garotas de 14 anos são as que mais utilizam as redes sociais

*Dois quintos delas permanecem mais de 3 horas online

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*Somente um quinto dos meninos ficam nas mídias

*Três quartos dessas meninas que sofrem de depressão também sofrem de baixa autoestima, estão insatisfeitas com sua aparência e dormem sete horas por noite ou menos

*12% dos usuários considerados moderados e 38% dos que usam intensamente as mídias (mais de 5 horas/ dia), mostraram sinais graves de depressão

*40% das jovens e 25% dos meninos tiveram experiência de assédio online ou cyberbulling

Baixa autoestima e depressão podem levar a suicídio

Os resultados renovaram as preocupações com as evidências de que muito mais meninas e mulheres jovens apresentam uma série de problemas de saúde mental em comparação com meninos e homens jovens, e sobre os danos que os baixos índices de autoestima podem causar, incluindo automutilação e pensamentos suicidas.

Enquanto muitos usam as redes sociais positivamente, estes com baixa autoestima sofrem por compararem suas vidas, aparências e realidades com o que os outros exibem. Infelizmente, isto serve como agravante dos sintomas de depressão e as consequências podem ser graves.

As entidades e autoridades britânicas, com base nos estudos, vêm discutindo sobre a necessidade de intervir nessa situação, a fim de evitar prejuízos irreparáveis no que diz respeito à saúde mental de muitas jovens.

Precisamos fazer o mesmo no Brasil, principalmente com esse crescimento exponencial de exposição nas redes sociais de adolescentes ocorrida durante a pandemia. Estaremos avaliando as reais sequelas a partir de agora.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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