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Joel Rennó Jr

Nem todo sofrimento no pós-parto é visível: saiba quais são os riscos além da depressão

Estudo recém-publicado chama a atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde mental materna

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo destaca que o risco de suicídio no pós-parto não está apenas ligado à depressão, mas também a outros fatores como ansiedade e histórico de traumas.
  • A pesquisa analisou dados de 352.726 mulheres e encontrou ideiações suicidas mesmo em mulheres sem depressão clínica.
  • Prevenção do suicídio materno requer uma avaliação mais ampla, além do diagnóstico de depressão, considerando apoio social e dificuldades socioeconômicas.
  • Especialistas enfatizam a importância do apoio e acompanhamento para mães no pós-parto, destacando que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O risco de suicídio no pós-parto não está relacionado apenas à depressão. Um estudo publicado em julho de 2026 na revista Current Psychiatry Reports chama a atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde mental materna, especialmente durante o Setembro Amarelo.

A revisão sistemática analisou 20 estudos, que reuniram informações de 352.726 mulheres no período pós-parto, em diferentes países. Os pesquisadores identificaram relatos de ideação suicida — quando a pessoa apresenta pensamentos sobre tirar a própria vida — até mesmo entre mulheres sem depressão clínica.


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A depressão pós-parto continua sendo um importante fator de risco, mas não é o único. A pesquisa também apontou associações com ansiedade, histórico de traumas, violência por parceiro íntimo, baixo apoio social, dificuldades socioeconômicas e experiências adversas na infância.

Os resultados reforçam que a prevenção do suicídio materno exige uma avaliação mais ampla, sem depender exclusivamente da identificação de um diagnóstico de depressão. Uma mulher pode estar enfrentando sofrimento psíquico significativo mesmo sem apresentar os sinais mais conhecidos da doença.


Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de uma em cada cinco mulheres apresenta alguma condição de saúde mental durante a gestação ou no primeiro ano após o parto.

O período, que costuma ser associado ao vínculo e aos cuidados com o bebê, também pode envolver alterações emocionais intensas e situações de vulnerabilidade.


Por isso, especialistas defendem que o sofrimento das mães seja levado a sério, mesmo quando elas não aparentam estar deprimidas. A escuta atenta, a informação responsável e a identificação precoce dos sinais de alerta podem contribuir para a prevenção do suicídio.

Neste Setembro Amarelo, falar sobre saúde mental materna também significa reconhecer que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Mulheres no pós-parto precisam de acolhimento, acompanhamento e acesso a atendimento especializado sempre que necessário.


Se houver risco imediato ou pensamentos de suicídio, é importante buscar atendimento de emergência. No Brasil, também é possível ligar gratuitamente para o CVV, pelo número 188, 24 horas por dia.

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