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Luiz Fara Monteiro

Aeroporto Internacional de São Paulo assegura a destinação adequada de 100% dos resíduos passíveis de reciclagem

Processo de triagem automatizada garante o reaproveitamento integral dos materiais recicláveis gerados na operação do aeroporto

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Imagem da triagem automatizada Flacipel

Com mais de 12,7 mil toneladas de resíduos geradas ao longo de 2025, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, garantiu o reaproveitamento de 100% dos materiais passíveis de reciclagem. O resultado levou o aeroporto a alcançar um índice de 69,73% de reciclagem, fortalecendo a economia circular ao transformar esses materiais em novos produtos e em CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos).

Esse desempenho é resultado de uma operação que gera cerca de 35 toneladas de resíduos por dia. Diariamente, mais de 135 mil passageiros, cerca de 40 mil trabalhadores e mais de 300 lojas e restaurantes movimentam o aeroporto, tornando essencial uma gestão eficiente para a coleta, a triagem e a destinação ambientalmente adequada dos materiais.


Para garantir que todo esse volume receba o tratamento correto, a GRU Airport conta com os serviços do Grupo Multilixo, empresa responsável pela triagem, separação e encaminhamento dos materiais para reciclagem, reaproveitamento ou outras formas de valorização, utilizando tecnologias que priorizam a destinação sustentável.

Segundo Ana Ernica, diretora administrativa da GRU Airport, os resultados alcançados em 2025 demonstram que, mesmo diante da complexidade logística e do grande volume de resíduos gerados, é possível alinhar eficiência operacional e compromisso ambiental.


“Esse trabalho consolida o Aeroporto Internacional de São Paulo como um exemplo de gestão sustentável em larga escala, contribuindo não apenas para a preservação dos recursos naturais, mas também para a redução do impacto ambiental. Com investimentos contínuos em tecnologia e processos, o aeroporto segue reafirmando seu papel de protagonista na promoção de práticas responsáveis no setor aéreo brasileiro. Não tratamos o resíduo como fim, mas como começo de uma nova cadeia de valor”, conclui Ernica.

GRU Airport e o Meio Ambiente


A GRU Airport mantém um compromisso permanente com a preservação ambiental, pautando suas ações pela conformidade legal, pela mitigação de impactos e pela promoção de práticas sustentáveis em suas operações. Entre as principais iniciativas e compromissos, destacam-se:

Conformidade regulatória e licenciamento ambiental: atendimento integral às exigências da ANVISA, CONAMA, CETESB, ANAC, e demais órgãos competentes, incluindo monitoramentos, auditorias e cumprimento de condicionantes de licenças ambientais.


Gestão de resíduos sólidos: implantação e manutenção de um sistema de gerenciamento que prioriza a segregação e destinação ambientalmente adequada dos resíduos, buscando índices elevados de reciclagem.

Programa de Gerenciamento do Risco da Fauna (PGRF): ações contínuas para mitigar riscos à segurança operacional da aviação, conciliando proteção da fauna e segurança aérea.

Parcerias e compromissos públicos: participamos do Pacto Global da ONU e outros fóruns que reforçam nossas metas de responsabilidade socioambiental.

Projetos de compensação ambiental: implementação de ações de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, quando aplicável, como medida compensatória aos impactos licenciados.

Efluentes: GRU Airport possui uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), cuja operação é realizada por empresa especializada.

Sobre a tecnologia de separação e gestão de resíduos: o Grupo Multilixo coordena a separação e gestão dos resíduos recicláveis gerados pelo aeroporto. Para isso, conta com o segregador automático de resíduos da Flacipel, maior planta de reciclagem da América Latina, que possui um maquinário que proporciona o aumento da precisão da triagem e garante o máximo aproveitamento dos materiais recicláveis

O equipamento permite a separação como insumo e/ou combustível alternativo de todos os resíduos passíveis de reciclagem. Estes são comercializados com empresas licenciadas pelos órgãos ambientais para a sua industrialização e retorno à cadeia produtiva. O refugo de reciclagem é triturado e comercializado como CDRU – Combustível Derivado de Resíduo Urbano em completo atendimento ao que preconiza, no estado de São Paulo, a Política Estadual de Resíduos Sólidos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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