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Luiz Fara Monteiro

Air Canada afirma que grupo não autorizado violou dados de funcionários 

Invasão de sistema interno comprometeu as informações pessoais de um número desconhecido de funcionários que trabalham para a maior companhia aérea do país

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara Monteiro e Luiz Fará Monteiro

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A Air Canada foi invadida por hackers
A Air Canada foi invadida por hackers

A Air Canadá afirma que um grupo não autorizado de pessoas obteve acesso ao seu sistema interno, comprometendo as informações pessoais de um número desconhecido de funcionários que trabalham para a maior companhia aérea do país.

Em um breve comunicado na tarde de quarta-feira (20), o porta-voz da companhia, Peter Fitzpatrick, disse que “certos registros” foram afetados pela violação “limitada”, sem citar quais. A principal operadora não disse quando o hackeamento teria acontecido nem quando soube do incidente de segurança cibernética.


“Podemos confirmar que nossos sistemas de operações de voo e sistemas de atendimento ao cliente não foram afetados. Nenhuma informação do cliente foi acessada”, disse Fitzpatrick, observando que a Air Canada notificou as autoridades relevantes e contatou alguns trabalhadores.

“Também podemos confirmar que todos os nossos sistemas estão totalmente operacionais. Desde então, implementamos melhorias adicionais às nossas medidas de segurança, inclusive com a ajuda dos principais especialistas globais em segurança cibernética, para evitar tais incidentes no futuro, como parte do nosso compromisso contínuo de manter a segurança dos dados que temos.”


A Air Canada disse que não fornecerá nenhum outro detalhe sobre o assunto, “já que as informações pessoais acessadas foram estritamente internas”, segundo Fitzpatrick.

O Escritório do Comissário de Privacidade do Canadá recebeu um relatório de violação da Air Canada, disse o consultor sênior de comunicações Vito Pilieci. “Estamos agora revisando esse relatório para determinar os próximos passos”, disse Pilieci ao The Globe and Mail.


O porta-voz da Polícia Real Canadense (RCMP), Kim Chamberland, disse que, dado que a Air Canada está sediada em Montreal, é provável que a polícia com jurisdição em Quebec tenha sido contatada pela empresa. A Sûreté du Québec e a RCMP naquela província não responderam aos pedidos de comentários na quarta-feira.

As empresas em todo o Canadá — públicas e privadas — foram sobrecarregadas por violações de dados e ataques cibernéticos. A RCMP e o Communications Security Stablishments afirmaram no fim de agosto que os ataques continuarão a representar uma ameaça significativa à segurança nacional e à prosperidade econômica durante os próximos dois anos.


Na semana passada, o site e o aplicativo da Weather Network foram derrubados por um hacker, forçando sua controladora, Pelmorex Corp., a ligar para a RCMP enquanto investigava o incidente. No ano passado, o gabinete do primeiro-ministro, o gigante dos supermercados Empire Co., a Indigo Books & Music Inc., a polícia de trânsito de Vancouver, o Liquor Control Board of Ontario e muitos outros foram atacados por hackers.

Não é a primeira vez que uma companhia aérea tem seu sistema invadido. Em junho, o crime cibernético vitimou a British Airways.

Ainda assim, a legislação federal de cibersegurança destinada a proteger os serviços críticos do Canadá definhou nas fases iniciais de leitura desde 2021, mesmo com o aumento desses incidentes. E os especialistas dizem que muitas empresas não estão investindo tanto quanto deveriam na segurança cibernética, informa o The Globe and Mail.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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