Integração de dados redefine a gestão de viagens corporativas e amplia a inteligência de negócios
Executivas explicam por que integrar dados passou a ser o principal desafio para transformar viagens corporativas em inteligência de negócios

Por muito tempo a gestão de viagens corporativas esteve associada à emissão de passagens, reservas de hospedagem e controle de despesas. Hoje, o desafio é outro: transformar um processo operacional em uma fonte de inteligência para o negócio. Para isso, empresas precisam conectar informações de viagens, meios de pagamento, sistemas financeiros e políticas internas sem comprometer compliance, governança e a experiência do colaborador. A parceria de 12 anos entre a PwC Brasil e a Argo Solutions mostra que esse desafio vem sendo enfrentado na prática.
Em muitas organizações, porém, a operação ainda permanece fragmentada entre diferentes ferramentas e fornecedores. Como resultado, consolidar indicadores, acompanhar despesas e garantir o cumprimento das políticas corporativas continuam sendo tarefas complexas. Na PwC Brasil, a resposta foi centralizar essa gestão em uma única plataforma, que hoje administra mais de 200 políticas corporativas de viagens sem comprometer a experiência do colaborador.
“A informação no mercado de viagens ainda é muito fragmentada. Ao mesmo tempo, o viajante compara a experiência da ferramenta corporativa com a plataforma onde compra as próprias férias. O desafio é entregar uma experiência fluida sem abrir mão de centenas de políticas, integrações e controles que existem por trás dessa operação, priorizando compliance e governança”, explica Viviane Lucena, especialista em viagens corporativas da PwC Brasil.
A evolução desse mercado também modifica o papel dos gestores responsáveis pela mobilidade corporativa. Se antes a atividade estava concentrada na negociação com fornecedores e na execução operacional, hoje ela exige domínio sobre dados, indicadores e capacidade de conectar diferentes áreas da empresa para apoiar decisões relacionadas a orçamento, produtividade e experiência do colaborador.
Para Aline Bueno, CEO da Argo Solutions, a eficiência deixou de depender apenas da adoção de novas ferramentas e passou a estar associada à capacidade de integrar tecnologias. “As empresas investiram em tecnologia durante anos, mas continuam administrando informações espalhadas entre diferentes sistemas. O ganho de eficiência acontece quando a jornada deixa de ser tratada como processos isolados e passa a funcionar como um fluxo único, conectando viagens, despesas, pagamentos, políticas corporativas e indicadores”, ressalta.

A integração também acompanha uma mudança no comportamento dos colaboradores. Acostumados a experiências rápidas e intuitivas nas plataformas de consumo, usuários passaram a esperar o mesmo padrão de simplicidade no ambiente corporativo, enquanto as empresas precisam manter controles de compliance, auditoria, centro de custos e políticas internas sem transferir essa complexidade para o usuário.
“O diferencial competitivo deixa de ser o número de plataformas utilizadas e passa a ser a capacidade de transformar dados em inteligência. Quanto maior a integração das informações, maior a eficiência operacional e melhor a qualidade das decisões. No fim, as empresas buscam retorno sobre os investimentos, enquanto os usuários esperam uma experiência intuitiva e simples”, conclui Bueno.
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