América Latina e Caribe rumo a uma aviação ainda mais sustentável
ALTA lança o inédito relatório “Rumo à Sustentabilidade na América Latina e no Caribe”, que apresenta avanços, desafios e estratégias essenciais para compreender como essa região
No Dia Mundial da Redução de Emissões de Carbono, celebrado em 28 de janeiro, a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) reafirma o compromisso do setor aéreo com a sustentabilidade e com a construção de um futuro mais verde. Nesse contexto, a ALTA lança o inédito relatório “Rumo à Sustentabilidade na América Latina e no Caribe”, que apresenta avanços, desafios e estratégias-chave para compreender como essa região, com suas características particulares, pode alcançar suas metas de sustentabilidade e se tornar uma referência em questões ambientais.
O relatório relembra que, desde 1970, o número de passageiros transportados na região aumentou 18 vezes, passando de 18 milhões para mais de 324 milhões em 2023, superando a média global de crescimento, que foi de 14 vezes. Esse avanço destaca o papel essencial da aviação na conectividade e no desenvolvimento econômico regional.
Atualmente, o setor representa 3,6% do PIB regional e sustenta 8,3 milhões de empregos diretos e indiretos, contribuindo com 240 bilhões de dólares para a economia regional. Além disso, a indústria aeronáutica latino-americana realizou importantes progressos: enquanto o tráfego aéreo cresceu 40% nos últimos 10 anos, as emissões aumentaram apenas 18%, graças à renovação de frota, melhorias operacionais e maior eficiência energética.
Um serviço essencial com forte compromisso com resultados concretos
O setor aéreo avançou significativamente ao se tornar mais acessível para a população e ao atingir metas de sustentabilidade, demonstrando liderança e resiliência em um contexto global desafiador.
Desde 2011, as companhias aéreas da região reduziram em 28% o consumo de combustível por passageiro-quilômetro (RPK), devido a investimentos em renovação de frota, inovação tecnológica e eficiência operacional. Além disso, a idade média das frotas foi reduzida em 18%, consolidando a região com frotas 37% mais jovens que as da América do Norte e 22% mais modernas que as da Europa.
Embora os Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF) – com potencial para reduzir até 80% das emissões de CO₂ – sejam uma ação-chave para alcançar as metas de redução de emissões, a região necessita de um conjunto mais amplo de medidas. Entre elas estão: melhorias na gestão do tráfego aéreo, otimização de rotas e investimentos em infraestrutura sustentável. Essas ações já resultaram em reduções substanciais na intensidade das emissões, com apenas 4,8% do total global de emissões de CO₂ atribuíveis às companhias aéreas da região entre 2013 e 2023.
Adicionalmente, o setor está explorando o potencial do hidrogênio verde, tecnologias elétricas e híbridas, e mecanismos de mercado para compensar emissões residuais. A região também lidera iniciativas colaborativas que unem governos, indústria e comunidades para criar um ambiente regulatório favorável e promover o uso de matérias-primas locais em combustíveis avançados.
Embora desafios persistam – como os elevados custos de implementação do SAF e a infraestrutura limitada – a aviação na América Latina e no Caribe está demonstrando que crescimento sustentável e conectividade acessível podem coexistir. A criação de fundos de investimento colaborativos e incentivos fiscais é essencial para transformar essa visão em realidade.
“Este estudo, elaborado com o apoio do conhecimento e dos dados da S&P Global Commodity Insight, oferece uma análise detalhada das características únicas da região, que diferem significativamente de outras partes do planeta e, portanto, requerem abordagens específicas e soluções personalizadas para enfrentar os desafios relacionados à sustentabilidade. Além de destacar os progressos já realizados, este material fornece uma base sólida para interagir com as autoridades, alinhar objetivos e processos, atrair investimentos e aplicar estratégias que permitam ao setor avançar de forma integrada e sustentável. Compreendendo as dinâmicas locais, podemos enfrentar os desafios climáticos de forma eficaz e criar um modelo de desenvolvimento que equilibre conectividade e respeito ao meio ambiente, contribuindo para um futuro mais ecológico e inovador para o setor de aviação da região”, destaca José Ricardo Botelho, CEO da ALTA.
Oportunidades para a liderança regional
Com uma posição geográfica estratégica e recursos naturais abundantes, a América Latina tem o potencial de se tornar líder global em aviação sustentável. A região já possui frotas significativamente mais jovens do que os mercados desenvolvidos e está investindo em inovação para melhorar a eficiência operacional e reduzir a intensidade das emissões.
Ao equilibrar os desafios, a aviação na América Latina não apenas mitigará os impactos das mudanças climáticas, mas também fortalecerá a conectividade e promoverá o desenvolvimento sustentável ao longo do tempo. O relatório conclui que uma abordagem colaborativa entre governos, empresas e instituições internacionais é essencial para transformar o setor e consolidar a posição da região como referência em aviação sustentável.
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.Últimas

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aeronáutica preocupa

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O relatório relembra que, desde 1970, o número de passageiros transportados na região aumentou 18 vezes, passando de 18 milhões para mais de 324 milhões em 2023, superando a média global de crescimento, que foi de 14 vezes. Esse avanço destaca o papel essencial da aviação na conectividade e no desenvolvimento econômico regional.
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Embora os Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF) – com potencial para reduzir até 80% das emissões de CO₂ – sejam uma ação-chave para alcançar as metas de redução de emissões, a região necessita de um conjunto mais amplo de medidas. Entre elas estão: melhorias na gestão do tráfego aéreo, otimização de rotas e investimentos em infraestrutura sustentável. Essas ações já resultaram em reduções substanciais na intensidade das emissões, com apenas 4,8% do total global de emissões de CO₂ atribuíveis às companhias aéreas da região entre 2013 e 2023.
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