Avião toca fuselagem no asfalto durante pouso e sofre danos em Lisboa
Imagem do Airbus A321-252NX sofrendo o ‘tail strike’ foi registrada em vídeo
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Seria mais um voo normal de Amsterdã a Lisboa na última terça-feira (16), inclusive com a chegada na capital portuguesa 20 minutos mais cedo do que o previsto.
Mas, durante o pouso, o Airbus A321-252NX da KLM, de matrícula PH-AXB, sofreu uma inclinação acentuada e tocou a fuselagem da cauda na pista, em um incidente chamado na aviação de ‘tail strike’ (toque de cauda).
Esse tipo de ocorrência não altera o procedimento do pouso e a aeronave, mesmo com danos visíveis, taxiou até o portão sem problema.
O incidente envolveu o voo KL1583, um serviço comercial regular do Aeroporto de Amsterdã Schiphol (AMS) para Lisboa.
De acordo com dados preliminares de voo e relatórios do aeroporto, a aeronave pousou na pista 02 da capital portuguesa quando a sua fuselagem traseira entrou em contato com o asfalto.
Os protocolos de segurança padrão e o voo de retorno para Amsterdã foram posteriormente suspensos para que os técnicos da companhia realizassem a inspeção necessária e direcionassem a aeronave para os devidos reparos.
A Agência Holandesa de Segurança Aérea (OVV) e a Autoridade Portuguesa de Prevenção de Acidentes de Aviação (GPIAAF) deverão analisar os gravadores de dados de voo para determinar os fatores exatos que contribuíram para o incidente, como condições meteorológicas, cisalhamento do vento ou ações do piloto.
O tail strike é causado principalmente por rotações excessivas ou prematuras do nariz da aeronave durante pousos e decolagens, manobras de pouso incorretas, ventos fortes ou distribuição inadequada do peso a bordo.
As causas detalhadas incluem:
- Ângulo de inclinação excessivo na decolagem: Ocorre quando o piloto puxa o manche bruscamente, levantando o nariz do avião (rotação) antes de atingir a velocidade correta ou com um ângulo muito íngreme.
- Manobras de pouso incorretas: Levantar o nariz da aeronave cedo demais ou flutuar muito acima da pista (flare incorreto) durante a aproximação final.
- Ventos cruzados e rajadas: Fortes ventos laterais ou rajadas repentinas podem desestabilizar o avião momentos antes do toque na pista, forçando o piloto a fazer ajustes bruscos que podem resultar na batida da cauda.
- Distribuição de peso na cabine: Uma concentração inadequada de carga ou passageiros na parte traseira da aeronave pode alterar o centro de gravidade, facilitando o impacto da cauda durante a decolagem.
Até o momento não há previsão de quando a aeronave da KLM estará restabelecida para as operações de voo.
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