Companhia aérea proíbe consumo de álcool a tripulantes após comissária reprovar no teste do bafômetro antes do voo
Tripulante, que bebeu durante uma escala, havia sido promovida recentemente ao cargo de chefe de comissários

A Japan Airlines (JAL) impôs uma proibição total ao consumo de álcool durante as escalas de trabalho para seus mais de 6.000 comissários de bordo, após mais um incidente relacionado à embriaguez envolvendo um membro sênior da tripulação de cabine e atrasar um voo doméstico.
A ocorrência foi registrada no último sábado (23) e divulgado agora, quando uma chefe de comissários de bordo escalada para operar um voo matinal de Hiroshima para Tóquio não passou nos testes obrigatórios de bafômetro antes do início do expediente.
Segundo o portal japonês Aviation Wire, a comissária de bordo trabalhava na JAL desde 1992 e havia sido recentemente promovida ao cargo de comissária de bordo sênior. Após chegar a Hiroshima em um voo de partida no dia anterior, ela encontrou outra comissária de bordo no bar do hotel onde a tripulação estava hospedada.
Os dois começaram a beber por volta das 17h30 do dia 22 de maio, pouco antes de entrar em vigor a restrição de 12 horas sem álcool antes do início do expediente imposta pela companhia aérea. Mesmo assim as tripulantes continuaram bebendo depois do prazo.
Segundo o relatório, a integrante sênior da tripulação consumiu duas cervejas e duas taças pequenas de vinho branco, sendo a última bebida servida por volta das 19h15. A dupla retornou aos seus quartos aproximadamente às 21h25, antes de ser buscada para o serviço no início da manhã.
A companhia aérea já enfrentou grandes controvérsias relacionadas ao consumo de álcool no passado e, como resultado, pilotos e comissários de bordo são obrigados a se submeter a testes de bafômetro antes de se apresentarem para o trabalho. Os funcionários devem apresentar um resultado negativo para álcool no sangue antes de serem liberados para exercer suas funções.
A chefe de comissários de bordo admitiu posteriormente que seu autoteste, realizado por volta das 5h45 da manhã, indicou um nível de álcool no sangue de 0,23 miligramas. Apesar do resultado, ela acreditava que o nível de álcool no sangue diminuiria antes de chegar ao aeroporto.
Mas um segundo teste de bafômetro obrigatório, realizado no aeroporto cerca de 20 minutos depois, apresentou um resultado de 0,11 miligramas. A companhia aérea permitiu vários novos testes, mas o mesmo resultado foi registrado repetidamente.
Ela foi posteriormente afastada do serviço por estar inapta para operar o voo. A outra comissária de bordo que havia bebido com ela já havia se declarado inapta para o trabalho. Isso deixou o voo com dois membros a menos na tripulação de cabine.
Apesar da Japan Airlines ter providenciado tripulantes substitutos, o voo de Hiroshima para o Aeroporto de Haneda, em Tóquio, ainda sofreu um atraso de cerca de 40 minutos.
A companhia aérea realizou posteriormente uma conferência de imprensa na última quarta-feira (27), onde os executivos pediram desculpas pelo incidente e reconheceram o dano causado à confiança do público. Os responsáveis pela segurança afirmaram que a empresa reforçaria os esforços para evitar casos semelhantes.
A Japan Airlines enfrentou diversos incidentes relacionados ao consumo de álcool nos últimos anos. Em agosto de 2025, um comandante de voo internacional foi flagrado consumindo álcool em excesso antes de um voo de retorno programado, o que levou o Ministério dos Transportes do Japão a emitir um alerta.
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