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Luiz Fara Monteiro

Crescem as trocas de pontos/milhas por produtos e serviços não aéreos em programas de fidelidade

Indicadores da ABEMF apontam que 32,7% dos pontos/milhas no 4T25 foram para o resgate de itens não aéreos, um dos maiores patamares dos últimos anos

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Pontos/milhas emitidos pelas empresas do setor somaram 258,1 bilhões Carlos Dias

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF) divulgou os números do mercado de fidelidade brasileiro referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25), apontando crescimento no uso dos programas e avanço da diversificação dos resgates. Os pontos/milhas emitidos pelas empresas do setor somaram 258,1 bilhões, crescimento de 7% em relação ao quarto trimestre de 2024. Já o montante resgatado — ou seja, o saldo efetivamente trocado por produtos e serviços — chegou a 231 bilhões, alta de 9% na mesma base de comparação.

O destino desses resgates reforça um movimento relevante do mercado. Embora as passagens aéreas sigam como principal opção, com 67,3% do total, os 32,7% restantes foram trocados por produtos e serviços não aéreos, como descontos e cashback. Segundo a ABEMF, esse é um dos maiores patamares desse tipo de resgate para um quarto trimestre desde 2019 – apenas em 2020, durante o período de restrições da pandemia de Covid-19, o indicador havia superado os 30%.


Para Paulo Curro, diretor executivo da ABEMF, os dados mostram um mercado cada vez mais incorporado à rotina dos consumidores e mais amplo em suas possibilidades de uso. “A ampliação do uso de pontos em produtos e serviços não aéreos é um sinal importante da maturidade do setor. Mostra que os programas estão investindo na diversificação e conseguindo oferecer alternativas cada vez mais conectadas ao cotidiano do consumidor, o que amplia a percepção de valor para o participante e fortalece a fidelização como ferramenta de relacionamento e recorrência”, afirma.

No mesmo período, a quantidade de transações realizadas pelos participantes cresceu 32,9% em relação ao mesmo trimestre de 2024, alcançando 14,4 milhões de operações, considerando atividades como acúmulo de pontos, resgates de produtos e serviços e outras movimentações nas contas. “Um crescimento expressivo que também demonstra a presença cada vez maior dos programas de fidelidade no dia a dia dos participantes”, afirma Curro.


Os dados da ABEMF apontam também para um novo recuo na taxa de breakage, que já havia chegado ao menor patamar no trimestre anterior (3T25). O percentual, que mensura os pontos e milhas que os participantes deixam expirar, ficou em 11,4%, no quarto trimestre de 2025, o menor nível dos últimos cinco anos, reforçando que os consumidores estão utilizando mais ativamente seus saldos acumulados e aproveitando melhor os benefícios disponíveis.


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