Eleições em 60 países devem impactar custo de viagens em 2026
Especialista mostra como o calendário eleitoral global, que envolve mais de 1,5 bilhão de eleitores, deve influenciar câmbio, rotas aéreas e políticas de entrada

O ano de 2026 deve ser um dos mais desafiadores da última década para o planejamento de viagens internacionais. Com eleições previstas em cerca de 60 países e mais de 1,5 bilhão de eleitores envolvidos, o cenário geopolítico global passa a exercer influência direta sobre custos, logística e regras de entrada em diversos destinos.
Levantamento da Biosfera Copastur, empresa com mais de 50 anos em gestão de viagens e eventos corporativos em mais de 20 países na América Latina e Caribe, aponta que o calendário eleitoral deste ano pode impactar desde variações cambiais até alterações em políticas migratórias e rotas aéreas , afetando tanto viagens de lazer quanto corporativas.
No Brasil, onde cerca de 150 milhões de eleitores vão às urnas em outubro, a expectativa é de maior volatilidade do câmbio no segundo semestre, o que tende a pressionar o custo de viagens internacionais. “Historicamente, períodos eleitorais trazem oscilações cambiais mais intensas. Para quem planeja viajar, isso pode significar aumento nos preços de passagens, hospedagem e serviços no exterior”, afirma Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur.
Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato, previstas para novembro, também estão no radar. Entre os pontos de atenção está a possível revisão de regras de entrada no país, incluindo propostas que podem exigir até cinco anos de histórico em redes sociais para emissão do ESTA (Electronic System for Travel Authorization), o que pode impactar diretamente viajantes brasileiros.
Já no Oriente Médio, o cenário eleitoral em Israel ocorre em meio ao conflito em Gaza e pode influenciar a dinâmica regional e os corredores aéreos. Atualmente, desvios de rotas entre Europa e Ásia já têm elevado o custo de passagens, tendência que pode se intensificar dependendo dos desdobramentos políticos.
Na Europa, eleições em países como Alemanha, Suécia e Hungria também devem influenciar o ambiente regulatório, especialmente em temas como imigração e políticas de entrada no espaço Schengen.
Para o mercado corporativo, o impacto é ainda mais estratégico. “Hoje, acompanhar o calendário geopolítico deixou de ser algo periférico e passou a ser uma competência essencial na gestão de viagens. Eleições influenciam diretamente câmbio, segurança, infraestrutura e até a viabilidade de eventos internacionais”, explica Alessandro.
Diante desse cenário, a recomendação para as empresas é reforçar o monitoramento contínuo dos destinos, antecipar decisões logísticas e considerar a inclusão de seguros com cobertura para instabilidade política. Para viajantes, o planejamento antecipado e o acompanhamento de variáveis como câmbio e regras de entrada tornam-se ainda mais relevantes em 2026. “Mais do que nunca, viajar exige leitura de cenário. O comportamento político global está cada vez mais conectado à experiência do viajante”, conclui o executivo.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














