‘Herói’ do pouso no rio Hudson, comandante Sully é diagnosticado com Alzheimer
Chesley Sullenberger pousou em segurança o voo com 155 pessoas a bordo após colisão com gansos, em 2009
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O comandante Chesley ‘Sully’ Sullenberger, que pousou em segurança um Airbus A320 no rio Hudson, em Nova York, em 2009, disse nesta terça-feira (14) que foi diagnosticado com Alzheimer em estágio inicial.
O Alzheimer é uma doença neurológica, progressiva e degenerativa que causa a morte de células cerebrais. É o tipo mais comum de demência, responsável por afetar a memória, o raciocínio, a linguagem e o comportamento, interferindo diretamente na autonomia e na qualidade de vida do paciente.
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Sullenberger, de 75 anos, divulgou o diagnóstico em um comunicado em seu site e disse que está recebendo tratamento.
“Por enquanto, isso significa que talvez eu não me lembre facilmente de um nome, que eu esqueça alguma história que contei recentemente ou que eu não durma tão bem, mas estou no começo desta longa jornada”, disse o ex-comandante.

O piloto veterano tem atuado como um defensor ativo da segurança da aviação desde que pousou um avião da US Airways no Rio Hudson, salvando todos os 155 passageiros a bordo em uma manobra que especialistas consideraram magistral, sob pressão de vida ou morte.
Ele se tornou uma celebridade internacional ao ser interpretado pelo ator Tom Hanks no filme Sully, de 2016, dirigido por Clint Eastwood.
Em 2022, Sullenberger atuou brevemente como embaixador dos EUA junto à Organização da Aviação Civil Internacional, com sede em Montreal. Antes de deixar o cargo, ele expressou preocupação com as tentativas das companhias aéreas regionais de reduzir os requisitos para pilotos, alertando que isso comprometeria a segurança.
“Estou profundamente comprometido com a segurança da aviação – com a segurança e o bem-estar de todos que voam”, disse ele na época, acrescentando que esse compromisso era anterior ao voo do “Milagre no Rio Hudson” e continuaria sendo seu foco ao retornar à vida privada.
Em 2019, Sullenberger testemunhou perante o Congresso dos EUA em apoio à exigência de que os pilotos recebessem treinamento em simulador antes de entrarem na Boeing. Os voos com o 737 MAX poderão ser retomados após dois acidentes fatais.
“Nosso sistema atual de projeto e certificação de aeronaves falhou”, disse Sullenberger.
Na ocorrência de 15 de janeiro de 2009, o voo da US Airways perdeu os dois motores por conta da colisão com gansos canadenses minutos após a decolagem do aeroporto de La Guardia, em Nova York, rumo a Charlotte. Estavam a bordo 150 passageiros e cinco tripulantes.
Sem potência para retornar ao aeroporto de origem ou outra pista próxima, Sully e o copiloto Jeffrey Skiles pousaram no rio Hudson, em pleno inverno. Todos a bordo foram resgatados e uma investigação confirmou a falta de potência na aeronave, além da perícia de seus tripulantes.
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