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Luiz Fara Monteiro

IA generativa ganha espaço na logística aérea e reforça parceria entre tecnologia e profissionais do setor

Movimento acompanha tendência global de digitalização do setor, impulsionada pela necessidade de operações cada vez mais rápidas e previsíveis

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Tecnologia permite mais agilidade na tomada de decisões Wikimedia Commons

Capaz de analisar grandes volumes de dados em segundos, automatizar tarefas operacionais, alertar falhas e apoiar decisões estratégicas, a inteligência artificial generativa tem ajudado empresas de logística aérea a aumentar a eficiência, reduzir custos e aprimorar a experiência dos clientes. O movimento acompanha uma tendência global de digitalização do setor, impulsionada pela necessidade de operações cada vez mais rápidas e previsíveis.

Para Gustavo Verza Picolli, especialista em tecnologia aplicada à logística aérea e sócio-diretor financeiro e de TI da Caxias Cargas Aéreas Ltda, o impacto da IA já pode ser observado em diferentes etapas da operação. “Ao otimizar processos que vão desde automações operacionais até a tomada de decisões estratégicas, essa tecnologia permite que as empresas processem informações em tempo real, reduzam gargalos e identifiquem oportunidades de melhoria com mais rapidez e precisão”, afirma.


Gustavo Verza Picolli Divulgação

Entre as áreas que mais têm se beneficiado da inteligência artificial está o setor comercial. Segundo Picolli, a tecnologia é capaz de analisar milhares de combinações de rotas para identificar a melhor alternativa para cada cotação, além de cruzar dados financeiros e operacionais para sugerir valores de frete mais assertivos. O resultado é uma precificação mais competitiva e alinhada às necessidades dos clientes, contribuindo tanto para a rentabilidade das operações quanto para a qualidade do serviço prestado.

A automação também tem desempenhado um papel importante na redução de atrasos, falhas operacionais e custos logísticos. Um dos exemplos mais evidentes está no rastreamento de cargas. “Antes era necessário mobilizar uma quantidade maior de operadores para consultar informações diretamente nas companhias aéreas. Hoje, grande parte desse acompanhamento ocorre de forma automatizada, com mais velocidade e menos margem para erros”, explica Picolli.


Além de reduzir a necessidade de atividades repetitivas, a automação aumenta a previsibilidade de toda a cadeia logística. Com informações antecipadas sobre a chegada das cargas, diferentes etapas da operação podem ser planejadas com mais eficiência. Na entrega de última milha, por exemplo, as equipes conseguem organizar rotas com antecedência e reduzir custos operacionais.

Os ganhos já percebidos pelas empresas incluem redução de despesas com processos manuais, diminuição de erros operacionais, mais agilidade na tomada de decisões e aumento da satisfação dos clientes. “Quando a informação circula de forma mais rápida e confiável, toda a operação se torna mais eficiente. Isso gera ganhos internos e também melhora a experiência do cliente, contribuindo para sua fidelização”, destaca o especialista.


Apesar dos avanços, a adoção da IA generativa ainda enfrenta desafios importantes, um dos principais está relacionado à integração entre sistemas. Cada companhia aérea disponibiliza informações operacionais e de rastreamento em formatos diferentes, enquanto parte dos processos ainda depende de atividades manuais. Essa falta de padronização dificulta o aproveitamento pleno dos dados pelas soluções de inteligência artificial.

Diante desse cenário, Picolli acredita que o futuro da logística aérea não será marcado pela substituição dos profissionais pelas máquinas, mas pela colaboração cada vez mais estreita entre pessoas e tecnologia. Segundo ele, a inteligência artificial tende a assumir tarefas repetitivas e intensivas em dados, como análise de malha aérea, rastreamento e processamento de informações operacionais, permitindo que os profissionais direcionem seu tempo para atividades estratégicas e para a melhoria contínua dos processos. À medida que a digitalização avança, a logística aérea caminha para um modelo em que tecnologia e expertise humana atuam de forma complementar, potencializando resultados em toda a cadeia.


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