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Luiz Fara Monteiro

Imagem registra ‘passagem baixa’ e risco de acidente com Boeing 777

Durante voo rasante, aeronave cargueira realizou manobra em que a asa ficou próxima à pista

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Passagem baixa de um Boeing 777: risco? Reprodução vídeo redes sociais

Um Boeing 777 cargueiro recém-convertido, prestes a ser entregue à Qatar Airways, fez uma passagem baixa no Aeroporto Horseshoe Bay Resort Jet Center, nos Estados Unidos. A cena em que o piloto executa uma manobra que deixa a ponta de uma das asas bem próxima ao solo foi registrada em um vídeo gravado nesta quarta-feira (24) e preocupou alguns profissionais que vivem a rotina da aviação.

“Um pequeno vacilo e estaríamos falando de uma história bem diferente agora”, registrou o perfil Fahad Naim, engenheiro de manutenção de aeronaves.


“Embora passagens baixas sejam um espetáculo à parte, este foi simplesmente perto demais para o meu gosto. Todos os envolvidos devem agradecer a Deus por o jogo não ter terminado de forma diferente”, diz o texto do página especializada em aviação One Mile At a Time.

A aeronave usada na passagem baixa tem o código de registro N705DN . Trata-se de um antigo 777 da Delta, com 17 anos de serviço, que a companhia aérea aposentou no início de 2020, quando decidiu se desfazer de toda a sua frota desse modelo. Agora, a aeronave passou por uma conversão de passageiros para cargueiro e em breve voará pela Qatar Airways Cargo.


O avião estava voando do Grissom Aeroplex em Gus, Indiana (GUS), para o Perot Field Fort Worth Alliance Airport em Fort Worth, Texas (AFW), com um tempo total de voo de pouco menos de três horas.

A conversão para o tipo cargueiro foi feita em parceria com a Jetran, uma empresa de leasing, venda e serviços de aviação.


Os pilotos geralmente são bem treinados e seguem procedimentos específicos, mas esse tipo de passagem baixa ainda é um procedimento bastante manual.

“Ao longo dos anos, vimos algumas passagens baixas terminarem em tragédia, com acidentes. Isso acontece com muito mais frequência do que deveria, a ponto de nos perguntarmos por que esse tipo de procedimento ainda é permitido”, diz o perfil One Mile At a Time.


“Bastaria uma pequena rajada de vento ou algo do gênero para que isso tivesse se transformado em um desastre épico”, acrescentou.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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