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Luiz Fara Monteiro

LATAM deixará de emitir 114 toneladas de CO2 por ano em Confins

Companhia será a primeira aérea do Brasil a utilizar energia elétrica em operações de solo. Projeto-piloto desenvolvido em parceria com a Real Aviation e a BH Airport envolve investimento de mais de R$ 30 milhões

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Latam: 114 toneladas a menos por ano em Confins
Latam: 114 toneladas a menos por ano em Confins Vinicius Magalhães

Nesta semana, a LATAM se torna a primeira aérea no Brasil a utilizar 100% de energia elétrica em operações de solo. Isso porque, a partir desta terça-feira (28/6), a operação de Ground Handling de pelo menos 50% dos voos da empresa em Belo Horizonte/Confins (o equivalente a 10 voos diários atualmente) será totalmente realizada por equipamentos movidos a energia elétrica em vez de diesel de forma exclusiva. A iniciativa fará a LATAM deixar de emitir 114 toneladas de CO2 nos próximos 12 meses no aeroporto mineiro. Esse volume corresponde ao consumo

equivalente de CO2 dos equipamentos movidos a diesel usados para atender a sua


operação hoje.

Os detalhes foram explicados a jornalistas durante uma coletiva virtual na manhã desta terça-feira (28), a qual o Blog participou como convidado.


O projeto-piloto recebeu o investimento de mais de R$ 30 milhões e foi desenvolvido em

parceria com Real Aviation e BH Airport. A ação está totalmente conectada com a


renovada estratégia de Sustentabilidade do grupo LATAM, anunciada em 2021. No pilar de

Mudanças Climáticas, o grupo tem como meta ser uma companhia 100% carbono neutro até


2050.

“Esse é um passo claro da LATAM para uma aviação mais sustentável. Já estamos tomandomedidas concretas neste momento e nessa direção, para priorizar parceiros com soluções que contribuam para a redução da pegada de carbono. Nosso compromisso é seguir em frente para que possamos expandir essa e outras iniciativas para todos os aeroportos em que voamos”, afirma Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil.

Derick Barboza, diretor de Aeroportos da LATAM Brasil, conta que a escolha do

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte para ser o piloto desse projeto se deu pelo

rápido entendimento por parte desses parceiros - Real Aviation e BH Airport - das

prioridades de Sustentabilidade da companhia e também do comprometimento que eles já

demonstravam pela causa. “Foi juntar a fome com a vontade de comer. Estamos

confiantes no sucesso dessa ação e esperamos inspirar outras empresas e parceiros a

adotarem a mesma prática. Aqui, em Belo Horizonte, nossa meta é ter 100% dos nossos

voos (o equivalente a 25 voos diários futuramente) com operação de solo elétrica até o

final de 2023”, explica.

Enquanto a LATAM investiu na exclusividade e priorização de parceiros que oferecem

soluções mais sustentáveis para atender ao seu compromisso, a Real Aviation investiu na

compra dos equipamentos de Ground Handling movidos 100% a energia elétrica - uma

tecnologia em expansão, porém ainda de difícil aquisição, como esclarece Adriano Bruno,

CEO da Real Aviation: “Para atender 10 voos diários da LATAM, compramos cinco

equipamentos 100% elétricos, sendo um rebocador, dois tratores de bagagens e duas

esteiras para carregamento de bagagens. Eles vieram da França e demoraram quatro meses para chegar ao Brasil. Entretanto, não temos dúvida de que fizemos a escolha certa, pois apostamos na longevidade de nossa parceria com a LATAM e sabemos que é uma tecnologia que veio para ficar”, diz.

Já a BH Airport investiu em infraestrutura para oferecer os pontos de energia para o

carregamento desses equipamentos do Ground Handling*, com a construção de uma

subestação e a instalação de equipamentos próprios para suportar a operação. Ground Handling (ou atendimento de rampa) são todos os serviços prestados em terra para apoio às aeronaves, passageiros, bagagens e cargas durante a chegada e a partida em um aeroporto. Estes serviços podem ser prestados pelos próprios aeroportos ou por empresas terceiras.

“Esse investimento faz parte da estratégia corporativa do Aeroporto Internacional de BeloHorizonte para ser considerado como um Aeroporto Verde, conforme certificaçãointernacional de Aeroportos da América Latina. Já somos reconhecidos por essa atuação e essa é mais uma grande iniciativa focada na sustentabilidade que estamos preparandopara o nosso aeroporto e que devemos anunciar em breve. Quando vimos a convergênciade interesse nessa parceria e sinergia com nossos planos, prontamente unimos forças para viabilizar essa solução”, afirma Kleber Meira, CEO da BH Airport.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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