Maior avião do mundo cruzou oceano duas vezes com lanterna esquecida dentro da asa
Dispositivo deixado por mecânico no sistema de refrigeração do A380 da Qantas expõe falha de segurança
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um A380, o maior avião de passageiros do mundo, voou com centenas de pessoas a bordo durante dois dias entre a Austrália e os Estados Unidos carregando uma “ferramenta” esquecida por um mecânico durante um serviço de manutenção, informou o Departamento Australiano de Segurança nos Transportes (ATSB).
Segundo o ATSB, a luz de 33 cm foi deixada para trás após a realização de trabalhos no sistema de refrigeração do Airbus A380-842 no Aeroporto de Sydney, em 7 de janeiro desse ano.
A aeronave foi liberada para retornar à operação e partiu para Dallas-Fort Worth, nos Estados Unidos naquela tarde, após a conclusão da manutenção, antes de retornar a Sydney em 9 de janeiro. Os trechos de ida e volta, de aproximadamente 13.800 km cada, somam pelo menos 34 horas de voo. Não se sabe quantas pessoas estavam a bordo dos voos, mas um A380 tem capacidade para transportar até 545 passageiros por vez.
Foi somente após o retorno da aeronave que a equipe de manutenção percebeu que a luz de serviço estava faltando. Uma busca foi iniciada e o dispositivo foi encontrado dentro da asa esquerda do gigante A380, apelidado na aviação de “baleia”.

Por operar voos de longas distâncias, a aeronave da Qantas é classificada na categoria ETOPS (Extended-range Twin-engine Operational Performance Standards), uma certificação que exige uma competência técnica rigorosa para a realização dessas rotas de longo curso.
Para alcançar esse padrão, as companhias aéreas devem seguir programas aprovados pelas autoridades de aviação, focando na prevenção de falhas em sistemas vitais e motores para voos sobre oceanos ou áreas remotas, incluindo uma supervisão especial sobre os procedimentos de manutenção.
O ATSB afirmou que a luz não causou danos estruturais nem interrupções nos sistemas da aeronave, mas alertou que objetos estranhos representam um “risco significativo para a operação segura de uma aeronave”.
“Para mitigar esse risco, foram desenvolvidos e aprimorados regulamentos, procedimentos e treinamentos, especialmente para gerenciar a introdução de objetos estranhos durante a manutenção”, declarou o órgão.
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