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Avaliação BMW G 310 R – Mobilidade Urbana Premium

Modelo premium é alternativa de mobilidade urbana, mas cobra pela etiqueta

Moto Segurança e Trânsito|André Garcia, do R7

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Em julho a BMW Motorrad Brasil apresentou a tão aguardada G 310R, a primeira moto de baixa cilindrada da fabricante alemã construída em conjunto com a indiana TVS e que teve grande participação, da subsidiária brasileira em seu desenvolvimento e acerto final, especialmente dado ao nosso excelente combustível (SQN).

A BMW G 310 R como comentado na matéria de apresentação, leia aqui, realmente, salta os olhos do motociclista pelo porte, beleza e acabamento e o encaixe perfeito do piloto na moto que com os comandos todos nos lugares, propicia uma pilotagem bem intuitiva. Como disse na apresentação, no punho esquerdo, por já existir o lampejador a ser acionado pelo dedo indicador esquerdo, não haveria necessidade do botão de luz alta, que poderia acionar o completo painel digital, que propicia todas informações: hodômetros total e dois parciais, marcha engatada, nível de combustível, rotação do motor, hora, temperatura, velocidade, data, além de consumo médio e instantâneo. Nota: o painel oferece boa leitura mesmo com sol a pico.


Ao retirá-la na sede da BMW e já enfrentando o caótico trânsito paulistano, é bem perceptível a facilidade de condução, o bom equilíbrio da moto e apesar de esterçar pouco, é muito fácil zigzaguear entres os carros: no corredor, mesmo com seu largo guidão, não tive dificuldade que mereça comentário, onde passava uma moto de menor cilindrada, eu também passava, vez ou outra, é verdade, enrosca no SUV´s, mais aí é aquela velha história desses trambolhos poluentes e o estreitamento da faixa de rolamento.

No dia seguinte, rumei para o Haras Tuiuti, coincidentemente onde ela nos foi apresentado, mas agora, para o lançamento de um outro fabricante.


Na rodovia, confirmação do bom acerto do conjunto chassi e suspensão que transmite boa agilidade e passa muita confiança na tocada. As suspensões (dianteira invertida não permite regulagens) no “default” que vem de fábrica (a traseira é possível regulagem na compressão em sete níveis) dão conta do recado com sobras, bem entre conforto e esportividade. Só é necessário alterar a configuração da suspensão traseira, quando levar garupa e na minha opinião para cidade um nível (para mais duro) é mais do que suficiente para manter a firmeza e conforto no rodar, mas tudo fica a critério e gosto do piloto.

No trecho sinuoso de Morungaba, a G 310 R obedece os comandos do piloto e qualquer curva de baixa, média ou alta velocidade, percorre como se estivesse em trilhos e seria indecente mencionar torção de seu chassi.


Na cidade, as 1ª e 2ª marchas bem curtas permitem saídas rápidas, especialmente em semáforos, a marcha ideal para o tráfego urbano é a 3ª marcha sem necessidade de ficar cambiando o que proporciona uma pilotagem mais relaxada, como se fosse um scooter, e economiza combustível.

Na rodovia, se confirma o bom escalonamento das marchas e a partir dos 80 km/h em 6ª marcha não é necessário redução, é só girar o punho direito.


A vibração não incomoda até os 120km/h a mais ou menos entre 7500 a 8000 RPM, passou dessa velocidade e dessa rotação… aí incomoda...e ela vai até os 150Km/h a 10.000RPM.

O motor monocilíndrico, 4 tempos, 4 válvulas com duplo comando refrigerado a água se mostrou mais que suficiente com seus 34 cavalos a 9.200 RPM e 2,85 Kgfm de torque a 7.500 RPM, como já disse tanto em trecho urbano como rodoviário.

O que me chamou atenção, foi seu ruído mecânico, especialmente em marcha lenta, não sei se na unidade testada ou se é uma característica, mas muito acima da média das monocilíndricas do segmento. Rodando, o ruído mecânico é abafado pelo belo som do escapamento.

Freios: irrepreensíveis. Realmente, o ponto alto do produto são os freios da marca BYBRE (que significa By Brembo, subsidiária da Brembo de sistema de freios para motos de baixa cilindrada) que, ainda, utiliza mangueiras flexíveis em aço do tipo “aeroquip”, O tato, potência e progressividade são perfeitos e coloca a G 310 R um degrau acima das concorrentes no quesito frenagem. Lembrando que o sistema é dotado de ABS, sistema que não permite o travamento das rodas e que também se mostrou muito bem calibrado.

Outra nota: pilotando a noite é perceptível o quanto o farol dianteiro ilumina muito bem.

O consumo achei muito bom, em duas medições 26,5 e 26,7 km/l, mas, com certeza chega e ultrapassa os 30km/l, devemos lembrar que a moto estava, ainda, em fase de amaciamento com 1.500 km.

Análise

A BMW oferece um bom produto para disputar um segmento com bons números no mercado brasileiro. Sempre afirmei, que 250cc é o mínimo para andar com margem de segurança em rodovia e é excelente para uso urbano.

A grande questão é que o preço da G 310 R a coloca disputando mercado com as bicilíndricas Yamaha MT-03 e Kawasaki Z300, mas que sendo bem honesto, não existe condição técnica de comparação, pelos motivos óbvios de concepção de motor, já que as bicilíndricas oferecem maior performance.

Pensando no produto, esquecendo momentaneamente o quesito preço, a G 310 R compete mercado com as monocilíndricas: Yamaha Fazer 250 ABS, Honda CB Twister (ABS opcional), Dafra/Sym Next 250 (que não oferece ABS) e KTM 390 (monocilindrica que também devido ao preço disputa mercado com as bicilíndricas).

Quando o consumidor compra um produto de marca “premium” leva todo um pacote. No caso a fabricante alemã oferece a “Experiência BMW”.

A questão para o consumidor analisar é: vale o preço?

Analisando produto por produto, dentro do segmento das monocilíndricas, o consumidor deve avaliar se compensa pagar cerca de R$ 7 mil reais (arredondando a conta) a mais para ter o pacote BMW. E aí, tem bolso que vai achar pouco e tem bolso que vai achar salgado.

Fora isso, deve-se pensar na manutenção e consultando alguns concessionários, a o preço de peças estão bem condizentes com o mercado dentro do segmento de 250/300cc, com exceção da relação (coroa, pinhão e corrente) à R$ 950. As revisões quase todas na faixa de R$ 380 reais, com exceção das revisões de 20 mil km com valores que variam entre R$ 1.600 à R$ 1.800 e de 40 mil km na faixa de R$ 1.500, bem salgado.

Andar de BMW G 310 R lhe difere de todos os motociclistas, chama atenção por onde anda e não é por menos, a moto é linda e o emblema com as três letras dá o almejado status, mas cobra por isso.

Ficha técnica e agendamento de test drive, click aqui

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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