Moto Segurança e Trânsito Não confunda CBS e UBS com ABS - sistemas são bem diferentes

Não confunda CBS e UBS com ABS - sistemas são bem diferentes

Sopa de letras tem causando confusão, mas não se engane. O melhor sistema é o que começa com letra A - ABS

Sistema ABS é o anjo da guarda do motociclista durante a frenagem

Sistema ABS é o anjo da guarda do motociclista durante a frenagem

Foto: Divulgação Bosch

“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem;
a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão;
a coragem, a mudá-las”

(Santo Agostinho)

Em 2018 das 62 palestras ministradas, praticamente em todas fui abordado durante ou depois para explicar a diferença dos sistemas de frenagem.

Curioso que o indagador ou pensa que é a mesma coisa ou entende que o sistema combinado é melhor que o sistema ABS.

Sensação de total impotência frente ao poder de marketing criando uma informação de forma distorcida, enaltecendo um sistema criado para baratear produção frente a adoção do sistema ABS. Do ponto de vista da segurança viária, vulgarmente é vender gato por lebre quando se fala em melhor frenagem ou melhor estabilidade na frenagem combinada sem ajuda de eletrônica. É mais difícil educar. 

A questão está muito longe da simples compreensão do leitor e consumidor, todavia, existe toda uma guerra política e de bastidores em se adotar ou não o sistema ABS, dado seu preço e se o Parlamento da Comunidade Européia é forte (643 votos a favor X 16 contra x 18 abstenções) o bastante e alicerçado em convicções técnicas, impos o que é melhor para a sociedade(desde 01/01/2016), não podemos falar o mesmo do nosso Congresso Nacional e pior, do nosso CONTRAN, especialmente, quando temos a dicotomia brasileira: grana ($$$ dos fabricantes) X interesse social. Falar em custo Brasil é mera desculpa esfarrapada, já que quem sempre paga é o consumidor no preço final do produto.

André Garcia durante demonstração de frenagem no SIPAT BRF

André Garcia durante demonstração de frenagem no SIPAT BRF

Foto: Thiago Capodanno

Sim, infelizmente a segurança tem seu preço e nem sempre o fabricante olha pelo ponto de vista de salvar vidas, mas pela monetarização de sua produção. Difícil compreender a não adoção de importante sistema, justamente quando é notório que quanto maior a produção, menor o custo.

A segurança viária e do condutor ficam em segundo plano.

A famigerada Resolução 509 do CONTRAN não atendendo questão técnica de segurança viária, torna obrigatório sistema ABS nas duas rodas só nos veículos à partir de 300cc.

Vide recentes lançamentos, onde a indústria por pura economia equipou só a roda dianteira com sistema ABS, conhecido como sistema de um canal. Talvez na cabeça de quem decidiu, não foi pensado que a roda traseira também sofre com o problema de atrito que atrelado a falta de sensibilidade do piloto, pode travar a roda e vir sofrer acidente.

Não é de hoje que defendo o sistema ABS, vide matéria publicada há mais de 6 anos, que disponibilizo em pdf: click aqui

Mas, o que são esses sistemas?

ABS – expressão alemã - Antiblockier-Bremssystem ou em inglês, a mais utilizável, Anti-lock Breaking System é um sistema que evita que a roda bloqueie ou seja travada quando acionado o pedal e ou manete, no caso da motocicleta, fortemente gerando derrapagem, deixando o veículo de duas ou mais rodas sem controle, permitindo que obstáculos sejam desviados enquanto se freia e aproveitando-se mais o atrito estático, que é maior que o atrito cinético.

Se quiser saber o que é atrito dinâmico e estático, acesse: click aqui

CBS – expressão em inglês, Combined Braking System, ele permite distribuir a frenagem, no caso da motocicleta, nas duas rodas por meio de um único comando, ou seja, quando se aciona o pedal do freio traseiro ou o manete da esquerda no caso do scooter, é acionado um pistão do sistema dianteiro. Há sistemas ainda que acionado o freio dianteiro, ele aciona o traseiro, mas hoje o mais usual é o que acionado o freio traseiro, aciona-se o dianteiro levemente.

UBS -  expressão em inglês, Unified Brake System, funciona idêntico ao CBS, com só não é hidraulico. E o nome é diferente, simplesmente, porque o CBS é marca patenteada e na grande concorrência, não há hipótese de um pagar ao outro para usar nome ou o mesmo sistema.

Teste realizado em campo de provas da Bosch

Teste realizado em campo de provas da Bosch

Foto: Divulgação Bosch

Pilotando

O sistema CBS ou UBS em scooter, nas de baixa cilindrada não é tão notado em diminuta velocidade nas manobras no pesado trânsito, porque o peso do veículo está centralizado na traseira, o mesmo não acontece com as motocicletas cuja distribuição de peso chega-se a 50% na dianteira e 50% na traseira.

Com isso, quando você está ziguezagueando no trânsito e está controlando a moto em baixa velocidade, usando o freio traseiro (que lhe confere estabilidade), o sistema combinado, seja CBS ou UBS, atrapalha, no caso das motocicletas, porque não há necessidade do freio dianteiro ser acionado, causando transferência de peso na dianteira, perdendo agilidade e às vezes até causando desequilíbrio.

Outro ponto que merece destaque é que se você está realizando uma curva, notando que entrou muito rápido, a manobra correta além do contra esterço é acionar o freio traseiro,  delicadamente, para fechar a curva, se a moto tem o sistema CBS ou UBS a tendência é a moto levantar e isso é péssimo nesse momento.

Foi divulgado esse sistema como extraordinário, bom, que reduziria os acidentes, realizados testes de frenagem, etc..... Discordo!

Nota: testes de frenagem realizado em linha reta em asfalto, comparando o sistema combinado com o sistema convencional, acionando só o freio traseiro. Dãnnnnn!!!!!

Todavia, pergunto: foi testado na terra? No cascalho??? Qual é a realidade brasileira?

Quem faz off road sabe que em curva ou dependendo da velocidade, se você “pensar” em utilizar o freio dianteiro: é chão! Você perde a frente da moto. Motivo pelo qual, quero crer, os fabricantes não equiparam os modelos ON-OFF XRE190, Crosser e Lander com sistema combinado, mas com sistema ABS de um canal , ou seja, no off road a derrapagem na traseira se bem executada, dependendo da circunstância, é um aliado e na dianteira, mesmo que não diminua o espaço de frenagem, o importante é não perder a frente. Mas e quem não sabe executar a derrapagem controlada?  E na situação urbana com chuva, por exemplo? E as motos street´s com sistema combinado? 

Quando falamos de segurança viária, o parâmetro é sempre o pior condutor.

O sistema CBS e UBS tem como referência o usuário que aprendeu errado na moto escola,  que tem medo de usar o freio dianteiro e ao iniciar a frenagem de seu veículo de duas rodas, aciona, tão somente, o freio traseiro. Resultado da péssima qualidade de ensino durante o processo de habilitação. Se quiser ler sobre o assunto, click aqui, texto em pdf publicado em 2013 na revista Moto!

Detalhe: se a deficiência está em utilizar mais o freio traseiro e o condutor não recebeu treinamento adequado, bem como, não tem sensibilidade, parece óbvio que o sistema antitravamento, vulgo ABS, fará falta.

É indiscutível que em linha reta e no asfalto, se você fizer o teste usando uma moto COM e SEM  CBS ou UBS, acionando, tão somente, o freio traseiro, o que detém o sistema COMBINADO vai parar antes. Mas, se a frenagem for correta, o sistema é nulo.

O sistema ABS acabaria de uma vez por todas com a lenda de que usar o freio dianteiro: capota! E basta pegar as poucas estatísticas para concluir onde está o problema em uma frota circulante que ultrapassou os 27 milhões de veículos de duas rodas, que em 2018 vendeu pouco mais de 940 mil unidades, em um mercado tipicamente de baixa cilindrada já que falamos de mais de 80%.

Com o sistema ABS independente, o usuário comum tem confiança em acionar ambos os manetes, no caso do scooter, ou manete e pedal de freio, na moto, com toda força que deseja, já que o sistema não vai permitir o travamento das rodas, não havendo perda de controle do veículo. Vale lembrar, que é necessário mostrar ao consumidor o retorno do ABS no pedal ou manete, na entrega do produto.

Ah!!! Mas o ABS não funciona adequadamente em pisos irregulares, cascalho, terra, aumentando o espaço de frenagem. Diante de um possível acidente, é melhor se antecipar, dar tudo por perdido, derrapar e cair? Será essa a lógica?

Desculpa: papo para boi dormir!!!

Tudo depende de como se vai regular o processamento do ABS e nisso a Honda já mostrou a possibilidade quando lançou a XRE300 ABS, veja no vídeo: click aqui  Aliás, a primeira no mundo no segmento com tal sistema funcionando muito bem na terra.

A vantagem do ABS é brutal!

Durante lançamento da Fazer 250 ABS. Sistema nas duas rodas

Durante lançamento da Fazer 250 ABS. Sistema nas duas rodas

Foto: Gustavo Epifânio

Explico: o ABS permite até mudança de trajetória enquanto se aciona o freio dianteiro na moto ou scooter, se feito a mesma manobra com freio convencional(sem ABS), gera o travamento, perde a frente e vai para o chão.

Portanto, enquanto o CBS ou UBS só diminui o espaço de frenagem se o usuário acionar só o freio traseiro em comparação ao mesmo procedimento na moto sem o CBS ou UBS, o ABS não permite o travamento das rodas.

Não é mais fácil garantir ao usuário que ele possa usar ambos os freios? E assim diminuir o espaço de frenagem de verdade!?!?!?...pensando naquele que utiliza só o freio traseiro.

Repito: Se fizermos um teste com uma moto SEM ABS e com uma moto COM CBS ou UBS, todavia, realizando a frenagem correta,  usando ambos os freios, o sistema combinado se torna nulo.

Se fizermos o mesmo teste com uma moto COM ABS, teremos o mesmo resultado, com a garantia de que em hipótese alguma haverá travamento das rodas.

Nota: Considere, nas hipóteses acima, a frenagem sendo realizada por quem domina a “arte de frear”, como sempre afirmo nas palestras.

André Garcia com NMax 160 ABS, sistema nas duas rodas

André Garcia com NMax 160 ABS, sistema nas duas rodas

Foto: Mario Villaescusa

Por isso, a necessidade do sistema ABS. Em segurança viária, reitero, devemos pensar no condutor inexperiente ou inapto, naquele que não conseguiu desenvolver habilidade, perícia, destreza.

Não é mero luxo, o ABS salva vidas e estamos falando de um veículo que tem lá sua vulnerabilidade.

Dados interessantes: contra fatos não há argumentos

O IIHS – Insurance Institute for Highway Security (instituto das seguradoras norte-americanas para segurança viária), afirma que motos equipadas com sistema de freios ABS em estudo entre 2003-2008 representam 28% menos acidentes fatais em cada 10 mil motos registradas nos Estados Unidos.O estudo continuou por mais 3 anos, até 2011 e esse percentual subiu para uma redução de 31%. Conclusão: “Evidências adicionais mostram que o ABS é altamente eficaz na prevenção de acidentes fatais com motocicletas”.

Na Alemanha, o banco de dados GIDAS (German in-depth accident study), mostra que 47% dos acidentes com moto são causados por frenagem com falha ou hesitante, problemas resolvidos pelo ABS.

Na Suécia (Vägverket) sua Administração Rodoviária realizou estudo em 2009 que estimou em 38% dos acidentes com feridos e 48% dos acidentes fatais teriam sido evitados com o uso do sistema ABS.

No Brasil

Divulgação iguais, todavia, na Lander 250, o sistema é só na roda dianteira. Na R3 são nas duas.

Divulgação iguais, todavia, na Lander 250, o sistema é só na roda dianteira. Na R3 são nas duas.

Foto: Print Site Yamah

A Bosch apresentou estudo em 2011 com 750 motociclistas, com idade média de 35 anos e mais de 10 anos de experiência. Entre os principais resultados, a pesquisa demonstrou que 77% dos entrevistados realizam frequentemente frenagens de emergência e apontam os principais motivos: presença de buracos na rua (60%), travessia de pedestres (57%) e parada inesperada de um veículo à frente (53%). A pesquisa destaca também que, em situações de emergência, 40% dos pilotos freiam com menos força do que gostariam em virtude do medo de travar as rodas.  Conclusão: o ABS permite uma frenagem mais segura e neutralizaria o medo de frear.

Chamada divulga sistema ABS. Mas só na roda dianteira, cadê a informação?

Chamada divulga sistema ABS. Mas só na roda dianteira, cadê a informação?

Foto: Print Site Honda

Em 2013 foi a vez do CESVI Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) apresentar estudo, que apesar de cenário bem diferente ao atual quanto aos produtos oferecidos pelos fabricantes, o teste realizado com a presença da imprensa especializada com frenagem no seco e molhado com motocicleta COM e SEM ABS, obviamente resultou na importância do sistema antitravamento para uma frenagem mais segura e equilibrada, principalmente com o piso molhado.

Infelizmente, o fabricante só vai equipar de série todos os produtos de baixa cilindrada se for obrigado por lei.

Nota: No Brasil, por que as motos de média e alta cilindrada tem ABS nas duas rodas independente e as de baixa cilindrada não tem? Porque no caso das primeiras o projeto dos produtos são para o mercado europeu e americano e no caso das de baixa cilindrada o projeto é para países asiáticos como Indonésia, Taiwan (exceto Japão) e América Latina (Brasil, Colômbia, Argentina...) No primeiro mundo o Estado é forte e protege o cidadão, no terceiro mundo o Poder Econômico, por enquanto, impõe sua vontade. Há exceção quanto scooter de baixa cilindrada, vai para países de primeiro mundo, como acontece com NMAX160 e SH 150, por exemplo.

Existe uma “lenga-lenga” uma discussão sorrateira, é bem verdade, de que o sistema ABS não seria eficiente dado a irregularidade do nosso piso, todavia, imagine você: só 12% de toda malha viária é asfaltado.

Freio traseiro é o que apresenta maior desgaste. Leitura: frenagem errada executada pelo condutor

Freio traseiro é o que apresenta maior desgaste. Leitura: frenagem errada executada pelo condutor

Foto: estatística do Moto Check-up ABRACICLO

Todavia, afirmo: não é verdade! A questão é, tão somente, custo($$).

Reforço: depende da regulagem e ou calibragem que se dá ao sistema ABS, depende da velocidade de processamento do sistema, e o vídeo da Honda fala por si só. Eu mesmo estive no lançamento da XRE 300 ABS e fiz uma frenagem radical, freios dianteiro e traseiro, na terra descendo um barranco e não cai e a moto continuou em linha reta.

Que fique bem claro: o sistema ABS não diminui o espaço de frenagem, mas impede o travamento das rodas, a perda de controle, e com isso o piloto, mesmo inexperiente, não perde a direção do veículo de duas rodas. O que diminui o espaço de frenagem é o uso adequado dos freios dianteiro + traseiro + efeito redutor, vulgo freio motor (apenas nos motores 4 tempos). Se quiser entender diferença dos motores 2 e 4 tempos, click aqui e aqui.

Nota: em uma demonstração de frenagem com e sem ABS, um apoiador ficou decepcionado comigo, pois parei exatamente no mesmo espaço, na demonstração realizada de forma correta. Na cabeça dele, eu tinha que vender a ideia de ganho de espaço, mas preferi mostrar para os operários que o ABS apenas não travava a roda, já que na demonstração de frenagem errada, propositadamente travei a roda traseira.

Mas, se o condutor é daqueles com pouca sensibilidade e tiver qualquer problema de aderência seja ou não por sua imperícia...SHAZAM!!!! O ABS está ali para salvá-lo.

Então, entre os sistemas ABS e CBS ou UBS não tenha dúvida que o ABS é o melhor que existe, ainda podendo colaborar com o fim da lenda de que frear o dianteiro capota.

Divulgação com sistema ABS. Uma ou duas rodas?

Divulgação com sistema ABS. Uma ou duas rodas?

Foto: Print Site Yamaha

Se você leu algo contrário, desculpa a sinceridade, mas quem defende os sistemas combinados  CBS e UBS, ou não sabe o que está falando ou tem segunda intenções.

Depois da chamada, o leigo ainda persiste na dúvida sobre o sistema

Depois da chamada, o leigo ainda persiste na dúvida sobre o sistema

Foto: Print Site Yamaha

Por razão, se por um lado louvo veemente a postura dos fabricantes em adotar freios a disco nas duas rodas com sistema ABS em veículos (scooter) de baixa cilindrada, que disputam qual o mais barato do Brasil, em total sintonia com a Europa, por outro lado, não se pode dizer o mesmo com os produtos que adotaram sistema ABS de um único canal, e pior, podendo levar o consumidor ao equívoco, pois a divulgação publicitária não torna clara a informação de que o ABS é de único canal ou só na roda dianteira, ao menos em um primeiro momento e segundo interpretação do Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 36 - “A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.” Não é o que acontece, já que temos a publicidade de modelos com sistema ABS nas duas rodas igual aos modelos com sistema ABS só na roda dianteira na chamada do modelo. E, pasme, já enfrentei discussão em palestra, onde o caboclo insistia que determinado modelo tinha o sistema nas duas rodas. Deve haver uma diferenciação. A clareza de informação, não prejudica em nada.

Informação deve ser mais clara e precisa.

Informação deve ser mais clara e precisa.

Foto: Print Site Honda

As perguntas que me faço, levando em consideração o tema “maior a produção menor o custo”: não seria possível a adoção de um botão para desligar o ABS traseiro quando a moto fosse colocada no habitat off road, no caso das ON-OFF?  Será que o custo de um acidente com o usuário, também consumidor, não atinge os fabricantes?

Fazer 250 ABS, aqui o sistema contempla as duas rodas

Fazer 250 ABS, aqui o sistema contempla as duas rodas

Foto: Print Site Yamaha

Então por que economizar? Não é melhor adotar projetos que anulem o erro do condutor? Mantendo esse condutor/consumidor ativo no sentido de continuar comprando, gastando, ajudando a economia a girar, inclusive, mantendo o negócio do próprio fabricante? Por outro lado: não aumentando os custos de saúde com tratamento e ocupação de leitos hospitalares?

Me parece que parte da indústria de duas rodas ou não enxerga a longo prazo ou não está, ainda, sensibilizada com as estatísticas de mortalidade do nosso trânsito e quem acaba custeando é a própria sociedade, via impostos. Contudo, com todo respeito, parece que estão aplicando o que vulgarmente se fala em política econômica:  “economia porca”, ou se preferir, o barato sai caro. Necessário equacionar lucro com a tal missão institucional: “valores, ética, segurança…” 

Divulgação do sistema ABS, no caso é nas duas rodas

Divulgação do sistema ABS, no caso é nas duas rodas

Foto: Print Site Honda

A bem da verdade, o Governo e os fabricantes, via a Resolução 509 do CONTRAN, empurraram com a barriga, por 3 ou 4 anos, para este ano - 2019, tornando obrigatório o sistema ABS nas duas rodas, tão somente, à partir de 300cc, não dando a mesma importância a segurança viária para aqueles que utilizam tais veículos de baixa cilindrada, com duas exceções de modelos de scooter. Sim, estou desconsiderando produto com meio sistema ABS (só na roda dianteira). No Brasil de tanta desigualdades, cria-se um verdadeiro “Apartheid” no setor de duas rodas e de segurança viária, aliás, título da próxima matéria.

Estatística do DPVAT demonstra a tragédia do trânsito brasileiro. Só educação pode mudar isso

Estatística do DPVAT demonstra a tragédia do trânsito brasileiro. Só educação pode mudar isso

Foto: Print Site DPVAT

Por fim, para ficar bem claro ao leitor, respondendo várias indagações: na minha opinião, opte, se puder, pela motocicleta de 250 ou 300cc que tenha sistema ABS nas duas rodas ou vá de scooter que, também, ofereça o sistema independente nas duas rodas. Se não tiver jeito, busque auxílio, aprenda a frear corretamente um veículo de duas rodas e reze, pois o aprendizado leva tempo.

Trágico!

Trágico!

Foto: Print DPVAT

Curiosidade: Havia um Projeto de Lei no Senado PLS 195/2012 que tornaria obrigatório sistema ABS em todos veículos de duas rodas à partir de 125cc, nivelando a segurança dos produtos à Europa, mas, seu trâmite moroso, foi tão lento, que morreu com o fim da legislatura, já que foi arquivado e o seu autor não foi reeleito. Veja a PL: click aqui

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