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Rafael Paschoalin coloca o Brasil no topo do pódio em Pikes Peak

Montado na Yamaha MT-07 e utilizando pneus slicks Pirelli Diablo Superbike SC1, o brasileiro chegou ao cume da montanha de 4.300, terminando em primeiro lugar na categoria Middleweight

Moto Segurança e Trânsito|André Garcia, do R7

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No topo da montanha com bandeira do Brasil comemorando o primeiro lugar
No topo da montanha com bandeira do Brasil comemorando o primeiro lugar

O piloto paulista colocou o Brasil no topo do pódio na prova de subida de montanha mais famosa do mundo, conquistou o feito, sendo primeiro brasileiro na história a vencer a centenária corrida Pikes Peak International Hill Climb e ainda, com uma moto fabricada no Brasil, made in Manaus. 

Montado em sua naked Yamaha MT-07 e usando os pneus slicks Pirelli Diablo Superbike SC1, Rafael Paschoalin foi o mais rápido na categoria Middleweight, com o tempo 10min43s233, e oitavo na geral.


Para Rafael Paschoalin, muitos foram os fatores responsáveis por sua vitória: “Este ano cheguei em Pikes Peak mais preparado, tanto no aspecto físico quanto psicológico. Tive a oportunidade de vir para os Estados Unidos algumas semanas antes da corrida para treinar e realizar os acertos finais na minha Yamaha MT-07, que aliás, sempre esteve perfeita. Começamos a desenvolvê-la cedo, após o lançamento de sua nova geração em outubro de 2018, e acertamos em cheio em sua preparação e na estratégia de trazermos uma moto fabricada no Brasil pronta para competir”. E completa: “Estou feliz e realizado com o resultado que conquistamos aqui. Ele é o fruto do trabalho de muita gente. Foram muitas as pessoas que contribuíram no projeto e que gostaria muito que estivessem comigo aqui no topo da montanha, segurando a bandeira no nosso país”.

Em ação na corrida de rua dentre as mais perigosas do mundo
Em ação na corrida de rua dentre as mais perigosas do mundo

Em relação aos pneus: "Os Diablo Superbike SC1 são os pneus certos para essa prova. Mesmo com um asfalto menos poroso e um pista com menos grip, diferentemente do que vemos em uma pista de corrida, por exemplo, os pneus foram fantásticos. Fiquei impressionado com a qualidade deles. Tanto composto quanto carcaça funcionaram perfeitamente bem nos desafios da montanha", revelou o brasileiro.


Rafael Paschoalin: sonho realizado
Rafael Paschoalin: sonho realizado

“Pikes Peak é sempre uma incógnita, a montanha é muito difícil, extrema, ainda mais por não andarmos no sábado. Fomos para a subida de domingo sabendo somente o que os comissários nos falam, como questão de temperatura do asfalto, por exemplo. Dependendo do vento, tudo pode mudar rapidamente, como ter areia na pista. Temos que andar com certa cautela e ter muita percepção do terreno”, finalizou Paschoalin. Esse foi o terceiro pódio consecutivo do brasileiro, que terminou em segundo em 2017 e terceiro em 2018.

A Subida de Montanha de Pikes Peak, em Colorado Springs (EUA), é um evento que acontece desde 1916. Inicialmente somente em cascalho, o pavimento foi evoluindo até se tornar 100% asfáltico em 2011. Ao todo são mais de 156 curvas e, em muitas delas, com um desfiladeiro de centenas de metros ao lado. O percurso conta com 20 km, sua largada acontece a cerca de 2300 metros de altitude e a chegada a mais de 4500 metros, colocando pilotos e máquinas a prova em função do ar rarefeito.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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