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Remédio para depressão: Ducati Monster 1200S. Testamos!

Mototerapia ideal para viver

Moto Segurança e Trânsito|André Garcia, do R7

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Em ação na apresentação para imprensa em Interlagos
Em ação na apresentação para imprensa em Interlagos

Com doses diárias paciente volta ao normal

Um médico obrigatoriamente tem que dominar a farmacologia, que nada mais é do que a atuação do medicamento no organismo vivo. Se eu fosse um psiquiatra e diante de mim um paciente com depressão, para tirá-lo do quadro, nada melhor que ADRENALINA, um hormônio produzido pela glândula suprarrenal que está relacionado a situações de estresse e excitação.


Assim, prescreveria a seguinte receita: recomendo como terapia todos os dias ao menos por 1 hora e aos sábados e domingos por pelo menos 6 horas andar com a Ducati Monster 1200S.

Adrenalina é exatamente o que sente quem pilota a Monster 1200S, para ser mais exato, cada enrolar de cabo é uma dose e se estiver no modo “sport” tenha certeza, será uma “overdose”.


Ao liga-la o paciente, digo piloto já começa a sofrer a terapia com o som emanado de seu belo escape 2x1x2, e um “bombonar” grave, rouco, compassado.

A cor tradicional é outra opção. Mais bonito? Questão de gosto. Mais chamativo com certeza
A cor tradicional é outra opção. Mais bonito? Questão de gosto. Mais chamativo com certeza

Ao montá-la, grata surpresa: banco largo, confortável e ergonômico, pés em boa posição nas pedaleiras que agora não sofre com o pé direito pegando no escape como ocorria no modelo anterior, pernas bem encaixadas no largo tanque agora com capacidade de 16,5 litros, braços relaxados no largo guidão, punhos de bom acabamento e com tudo no lugar oferecendo uma pilotagem intuitiva. Um sujeito com 1,65 de estatura consegue colocar os dois pés no chão, mesmo que parcialmente, mas dado sua leveza é fácil manobrá-la sentado, talvez, vez ou outra, dado o terreno será necessário descer para estacionar, mas faz parte da falta de crescimento vertical.


Nota: A Ducati melhorou muito sua ergonomia. O piloto fica encaixado, literalmente vestido como em um pijama. Acho que até o tanque teve seu desenho melhorado para um encaixe perfeito, pensado, especialmente, na hora da frenagem.

É redundante, mas precisa falar, a grande paixão nessa moto é o motor um Testastretta 11º, L-Twin, 8 válvulas atuando desmodromicamente (4 por cilindro), vela de ignição dupla (4 velas), refrigeração a líquido de 1198 centimetros cúbicos com 147 cv de potência a 9250 RPM e Torque de 12,64 Kgfm a 7750 RPM, uma usina de força, que utiliza o sistema ride-by-wire, vulgo acelerador eletrônico.


Os modos de pilotagem é sempre um caso a parte, sport, touring e urban, com diferentes atuações do controle de tração em 8 níveis, freios ABS em 3 níveis, DWC (evita empinar), permitindo deixar a Monster uma italiana selvagem ou pacata quase virgem.

Piloto fica bem vestido
Piloto fica bem vestido

Ao sair da imobilidade, outra grata surpresa o câmbio, bem escalonado, com “quickshifter” integral, o que significa mudanças para cima e para baixo ou aumentando e reduzindo marchas, com “auto-blipper” (sistema que atua nas reduções de marcha protegendo todo sistema do motor, câmbio e embreagem).

Nota: o câmbio melhorou mas mostra que é Ducati, na cidade as mudanças para cima ou para baixo ocorreram perfeitamente, ao contrário do que afirmei no lançamento é plenamente possível a utilização do sistema no uso urbano, até mesmo em reduções para primeira antes de parar no semáforo, antes que alguém do DCB fale...tá..totalmente parado tem que acionar a embreagem. Mas em alta velocidade, por várias vezes encontrei um neutro especialmente entre a 5ª e 6ª marchas. Tem que ficar esperto, porque nessa hora ou você reduz sem usar embreagem, ou aciona embreagem e sobe para 6ª marcha.

Aqui começa o segundo item que torna o casamento ideal e apaixonante com a Monster 1200S, o conjunto de suspensão. Na dianteira garfos Öhlins de 48mm ajustável com curso de 130mm e na traseira monobraço em alumínio também com suspensão Öhlins monochoque totalmente ajustável com curso de 149mm.

Apesar das especificações por demais esportiva, fiquei impressionado com o acerto de fábrica que propicia um rodar delicioso pelas onduladas e esburacadas ruas de São Paulo, é inacreditável afirmar isso, mas é verdade e ao mesmo tempo uma tocada mais nervosa em rodovia em trechos cheio de curvas. Para o leitor entender melhor o rodar delicioso, em um escala de 0 a 10, onde a menor nota é menos sofrimento e a maior nota é mais sofrimento, com a Monster 1200S, na minha opinião, a nota ficaria em 4.

Cinza em homenagem a Lamborghini, mas com quadro preto ficou apagado. Bem que podia ser quadro em vermelho Ducati
Cinza em homenagem a Lamborghini, mas com quadro preto ficou apagado. Bem que podia ser quadro em vermelho Ducati

Somando ao conjunto ciclístico o chassi tubular em aço Trellis que prende os cabeçotes dos cilindros, que confere excelente rigidez, rodas com desenho em Y de 17 polegadas calçando Pirelli Diablo Rosso III na dianteira na medida 120/70 e na traseira 190/55 em um entre-eixo de 1,48m.

Para estancar tudo isso, na dianteira dois discos semi-flutuantes de 330mm, pinça Brembo monobloco Evo M50 montada radialmente, de 4 pistões, com bomba radial e na traseira um disco de 245 mm, pinça com dois pistões tudo com ABS Bosch. Lembrando que o sistema ABS neste modelo é possível alicatar o manete dianteiro com ela inclinada na curva, algo bem louco e que mesmo sabendo é difícil fazer.

Freios como sempre são excepcionais em tato, potência e progressividade. Mas lembra do que falei da ergonomia e do tanque?? Trava as pernas...rs

O painel TFT é sensacional, oferece excelente leitura mesmo com o sol a pico e quem vos afirma isso é um cara que tem astigmatismo, miopia e ceratocone….tá...sei que pensou...quase cego…..mas o que vale é o relato.

O sistema de iluminação aumenta muito a segurança viária, pois utiliza LED na traseira e dianteira, e além de tudo o DRL deu um toque de beleza ímpar a Monster.

Para quem anda com garupa grata surpresa, tirar a capa é fácil e a garupa é confortável, meu filho elogiou e comentou: kcta! essa moto é forte hien!!!?!?!..rs..rs…

Consumo depende da mão. No modo urbano é possível passar dos 20km/l, no modo sport fica na média de 15km/l, mas o real é ficar na casa dos 12,5km/l. Faz parte da terapia, não tem jeito.

Na cidade ou na estrada a Monster é uma delícia, é apaixonante. Sempre a mão, muda rápido de direção, no tráfego urbano passa nos corredores, vez ou outra enrosca dado o estreitamento das faixas de rolamento, muito fácil ziguezaguear dado o bom esterçamento e curto entre-eixo, nos trechos de serra é soberba. Tudo isso, evidentemente se deve a possibilidade de mudança dos mapas de pilotagem. No pesado tráfego seria um inferno pilotá-la o tempo todo no modo sport e em um simples click ela amansa.

Ágil, contorna curvas como em trilhos. Passa muita confiança
Ágil, contorna curvas como em trilhos. Passa muita confiança

Encontrei um senhor solitário na estrada que não quis aparecer por aqui, mas me lembrou o amigo porto-riquenho “Papai Smurf”, hoje morando nos EUA, ele estava com sua Monster 1200S vermelha e no papo, além de todos os predicativos da moto, ele confirmou o que falei no dia da apresentação em Interlagos: o cinza é bonito, mas ficou apagado, o chassi bem que podia ser vermelho.

Painel em TFT oferece excelente leitura com todas as informações e diversas configurações, inclusive para corrida
Painel em TFT oferece excelente leitura com todas as informações e diversas configurações, inclusive para corrida

A Ducati manteria a homenagem a Lamborghini e deixaria o modelo muito mais vivo, na cinzenta São Paulo se não fosse o belo som, ficaria anônimo.

Por fim, a Ducati Monster 1200S é daquelas motos com incrível polivalência, pois é possível usá-la no dia a dia tranquilamente no caótico transito (mesmo com seu aquecimento), viajar e viajei muito de naked e ainda gosto, não me importo com o vento desde que ofereça bom conforto e isso ela oferece, sendo necessário um bom equipamento especialmente capacete, e track days que seria como soltar um cavalo mangalarga em um grande pasto.

E se depois de tudo isso a depressão não passar, duplica, triplica a aplicação da receita, até curar.

Defeitos? Alguns podem achar o aquecimento na cidade, as vezes incomoda realmente. Mas o maior deles, creio é não ter uma na minha garagem "full time".

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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