Do híbrido à colheita: como a tecnologia está mudando o cultivo do tomate
Investimentos em agricultura, parceiros, tecnologia e indústria ampliaram a capacidade de produção nacional
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Produzir 15% mais tomate na mesma área e com menor consumo de água é uma conta que começa muito antes da colheita. Para chegar a esse resultado, a Kraft Heinz precisa decidir qual híbrido plantar, quando colocar a muda no campo, como preparar o solo e até como estimular o desenvolvimento das raízes.
A produtividade, nesse caso, começa na genética no laboratório da companhia, que fica na Califórnia (EUA).
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A escolha do híbrido considera não apenas o potencial produtivo, mas também resistência, qualidade do fruto e adaptação às condições de cada região.

“A escolha do híbrido, com a Heinz Seeds desenvolvendo sementes, permite que a gente possa escolher: posso plantar antes ou depois, posso escolher híbridos mais resistentes. Então, tem muita tecnologia, inteligência e parceria com o produtor”, explicou Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil.

A decisão leva em conta características específicas de cada área. Para a safra de 2027, por exemplo, a companhia já começou a discutir quais híbridos serão utilizados. Tipo de solo, clima e histórico de chuvas entram nessa escolha.
“Cem por cento do nosso tomate é plantado no estado de Goiás, que é dividido em microrregiões. Estamos na região de Itaberaí, que tem uma altitude mais baixa do que as demais regiões onde produzimos. Então, olhamos o histórico específico dessa região para tomar a decisão sobre o momento ideal para fazer o plantio e escolher o híbrido específico”, explicou Lucas Paschoal, diretor de agricultura da Kraft Heinz Brasil.
A escolha da semente é apenas o começo. O preparo do solo também é decisivo, principalmente para formar raízes mais profundas e preparar a planta para períodos de menor disponibilidade de água.
A companhia utiliza penetrômetros e avaliações da profundidade das raízes para orientar o manejo. A meta é trabalhar com uma camada de solo preparada entre 40 e 50 centímetros.
“O solo se compacta. Então, refazemos a operação, com os agrônomos, para garantir essa profundidade”, disse Lucas.

A tecnologia, presente em todas as etapas, também é importante na hora da colheita. Como nem todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, um dos desafios é aumentar a proporção de tomates maduros e reduzir a quantidade de frutos verdes. Sensores instalados na própria colhedora fazem parte desse processo e ajudam a separar os frutos verdes.
“O tomate é algo vivo. Ele nunca vai ter 100% dos tomates maduros. Nosso desafio é ter o maior percentual possível de tomates maduros, com a menor quantidade de tomates verdes”, ponderou Lucas.
É uma cadeia em que a tecnologia não substitui o campo — mas ajuda a torná-lo mais produtivo e mais preparado para um clima cada vez menos previsível.
*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Kraft Heinz Brasil
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