Inovações que geram resultados do laboratório à lavoura
Empresa brasileira conecta ciência e tecnologia para aumentar a produtividade e a eficiência no campo

O Grupo Casa Bugre atua no agronegócio brasileiro desde 1981, unindo inovação e sustentabilidade para impulsionar a agricultura tropical. Com soluções que vão de sementes de hortaliças a fertilizantes especiais, bioestimulantes e defensivos biológicos, a empresa conecta ciência e campo para aumentar produtividade e rentabilidade.
Em entrevista ao Blog Mundo Agro, Flávio Maia, CEO, e Everton Campos, diretor de marketing, falaram sobre a trajetória da empresa, os desafios da inovação agrícola e a parceria com a Krilltech, iniciada em 2022, que trouxe ao mercado o Arbolina, produto à base de nanopartículas de carbono que potencializa o desempenho das lavouras.

Mundo Agro: Pode nos contar um pouco sobre a história do Grupo Casa Bugre e como ele atua no agronegócio brasileiro?
Flávio Maia: O Grupo Casa Bugre tem 44 anos, começamos com horticultura e vegetais, e hoje estamos presentes praticamente em todas as culturas do agro. Nosso foco é inovação, sustentabilidade e trazer soluções que aumentem a rentabilidade do produtor. Temos cinco empresas no grupo, com tecnologias como nanopartículas de carbono, fertilizantes, tudo para melhorar a eficiência de insumos, água e produtividade.
Mundo Agro: Essas tecnologias são 100% brasileiras?
Flávio Maia: Nossos principais investimentos são sim, desenvolvidos no Brasil. Mas também temos parcerias internacionais com empresas da Espanha, Bélgica e Estados Unidos.
Mundo Agro: Qual é o maior desafio do setor atualmente?
Everton Campos: O grande desafio é levar inovação e tecnologia do laboratório até o agricultor. Ele não é resistente, mas precisa de comprovação de resultados. O agro é uma atividade de risco, então o produtor precisa ter segurança e ver a rentabilidade antes de investir. Então, se ele já tem um manejo que funciona e traz rentabilidade para ele, tem que fazer muito sentido para que ele faça a troca. A gente tem que provar que isso funciona, que traz rentabilidade. Então, não é de uma vez só, não é só com uma palavra, tem que mostrar isso a campo mesmo.
Mundo Agro: Como vocês fazem essa conexão entre ciência e campo?
Everton Campos: Um dos pilares do nosso propósito é levar conhecimento científico para o agricultor. A solução precisa ser eficiente, rentável e sustentável ao mesmo tempo. A gente tem capacidade de fazer coisas tão boas ou melhores do que tem no mercado aí fora. Tem muita gente vindo no Brasil pra pegar coisas aqui, informações, produtos, tecnologias novas, pra levar pra fora. O Brasil está começando não só a ser um exportador de alimento, mas um exportador de tecnologia.
Mundo Agro: Como o produtor recebe essas soluções?
Everton Campos: Ele busca rentabilidade, eficiência e sustentabilidade. Se uma solução não entregar isso, ele não adota. Temos que mostrar a eficácia das tecnologias a campo, provando que funcionam.
Mundo Agro: O Brasil está na vanguarda da tecnologia agrícola?
Everton Campos: Sim. O Brasil é referência em soluções sustentáveis e está exportando tecnologia para Europa, Estados Unidos, Índia e África do Sul. Temos capacidade de criar tecnologias tão boas ou melhores do que os outros países.
Mundo Agro: Por que você decidiu se tornar engenheiro agrônomo?
Everton Campos: Meu pai trabalhava em uma concessionária de veículos e minha mãe era dona de casa, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Meu pai comprou um terreno ao lado da nossa casa e cercamos esse espaço. Eu e meu pai passamos nossa infância ali, cuidando de jabuticabeiras, mangueiras e outras plantas. Estar com ele me inspirou muito, e foi aí que decidi ser agrônomo, porque gostava disso. Pensei: “Se eu gosto, por que não posso fazer disso minha vida?” E me apaixonei pela profissão. Não tenho nada de família agrícola, nem propriedade rural, mas sou um apaixonado pela agricultura — e, especialmente, pela agricultura em favor da vida.
Mundo Agro: Você cultiva algo em casa?
Everton Campos: Tenho apenas um jardim, um pezinho de limão, uma hortinha, mas meu hobby principal é o paisagismo. Minha casa parece uma floresta, segundo minhas filhas, e eu adoro isso.
Mundo Agro: E suas filhas, seguirão o seu caminho no agro?
Everton Campos: A mais velha provavelmente não, pois quer fazer medicina. Mas ainda tenho esperança na mais nova. Independente disso, elas têm valores ligados ao agro. Elas chegam da escola comentando sobre o que ouviram, e eu explico como realmente funciona o setor. Mesmo que não sigam, já têm respeito e apreço pelo produtor rural, e isso é muito importante.
Pergunta: E o que o agro representa para você?
Everton Campos: Para mim, é paixão. Mas, se quiserem uma palavra que capture mais profundamente, diria “essência”: a essência do produtor rural, seus valores, sua simplicidade. É isso que o agro significa para mim.
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