Fuga para a Bahia termina em prisão de suspeito de estupro coletivo na zona leste de SP
Paradeiro do principal suspeito do estupro coletivo em São Miguel Paulista é descoberto; polícia organiza transferência

A caçada interestadual pelo único suspeito maior de idade envolvido no estupro coletivo de dois meninos, de 7 e 10 anos, chegou ao fim. Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso na noite desta sexta-feira (1º), no distrito de Serrana, em Brejões, interior da Bahia (BA).
O crime, ocorrido no feriado de 21 de abril na comunidade Vila União, zona leste de São Paulo, chocou a opinião pública pela crueldade e pelo compartilhamento de vídeos das agressões pelos próprios autores.
A captura de Alessandro não ocorreu inicialmente pelo mandado de prisão por estupro, mas por uma ocorrência de rotina. A Guarda Civil Municipal (GCM) de Brejões foi acionada para atender a uma denúncia de tentativa de furto.
Ao abordarem o suspeito, os agentes notaram características físicas compatíveis com o foragido de São Paulo, cujo alerta já havia sido emitido pela Polícia Civil paulista.
De acordo com o comando da GCM local, ao ser questionado, Alessandro não apenas confirmou sua identidade, como também teria confessado a participação no crime em São Miguel Paulista.
Ele alegou ter fugido para o Nordeste por “medo de morrer” — uma referência às ameaças sofridas após as imagens do crime circularem em redes sociais e grupos de mensagens.
A prisão é fruto de uma cooperação entre as polícias civis de São Paulo e da Bahia. O delegado titular do 63º DP (Vila Jacuí), responsável pelo inquérito, já havia sinalizado que a inteligência monitorava o deslocamento do suspeito.
Atualmente, Alessandro permanece custodiado na Delegacia Territorial de Jequié (BA). O próximo passo jurídico é a transferência do preso: equipes da Polícia Civil de São Paulo devem viajar nos próximos dias para escoltá-lo de volta à capital paulista, onde ele responderá pelo crime sob custódia temporária.
Menores
três dos quatro adolescentes identificados foram localizados, apreendidos e encaminhados à Fundação Casa. Um menor de idade ainda é procurado.
O caso só chegou ao conhecimento das autoridades três dias após o ocorrido, no dia 24 de abril, devido ao silêncio imposto pelo medo na Vila União. Somente após os vídeos dos abusos chegarem às mãos de conselheiros tutelares e lideranças locais é que as famílias receberam o suporte necessário.
Enquanto a Polícia Civil busca o último adolescente foragido, as vítimas e seus familiares seguem sob proteção do Poder Público em programas de acolhimento social.
Na tarde desta sexta-feira (1º), moradores de São Miguel Paulista realizaram um protesto pedindo justiça, reforçando que a prisão de Alessandro é um passo crucial, mas que a comunidade ainda aguarda a responsabilização de todos os envolvidos e o combate à circulação dos vídeos, que continua sendo monitorada pela Polícia Civil como crime correlato.
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