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Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, depõe à PF sobre transações do Banco Master

Empresário, que está usando tornozeleira eletrônica, é suspeito por fraudes em carteiras vendidas ao BRB

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal investiga a participação de Augusto Lima em operações suspeitas do Banco Master com o BRB, envolvendo carteiras de crédito sem lastro vendidas por R$ 12,2 bilhões.
  • Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, trocou de advogados e seu depoimento foi adiado duas vezes; ele está usando tornozeleira eletrônica após ser preso na Operação Compliance Zero.
  • O empresário é suspeito de negociar benefícios e pagar propina ao senador Jaques Wagner para aprovar leis que favorecessem o Banco Master no Senado.
  • Depoimentos de Lima, Vorcaro e Paulo Henrique Costa são parte das investigações sobre fraudes financeiras, com relatório da PF previsto para ser entregue à Justiça até novembro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro Reprodução/Instagram/@institutoterrafirme

A Polícia Federal quer saber qual é a participação do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, em operações suspeitas com o BRB (Banco Regional de Brasília). A polícia investiga a elaboração de carteiras de crédito, sem lastro, vendidas ao BRB por R$ 12,2 bilhões. O Master, no entanto, não teria pago nenhum real por elas.

Lima trocou a equipe de advogados e o depoimento ocorre depois de ter sido adiado duas vezes.

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O empresário, que é marido da ex-deputada federal e ex-ministra da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL-RJ), Flávia Peres, também é investigado por supostamente negociar benefícios e pagar propina para o senador Jaques Wagner (PT-BA), em troca da aprovação de propostas de lei que favorecessem o banco no Senado.

A PF identificou pagamentos através de familiares de contas, a compra de um apartamento de luxo e viagens em jatinhos particulares do grupo de Vorcaro.

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Lima chegou a ser preso em novembro de 2025 na primeira fase da Operação Compliance Zero, mas a justiça autorizou que ele fosse solto, desde que com uso de tornozeleira eletrônica.

O depoimento acontece na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e faz parte de uma série de confirmações com outros depoimentos que ocorreram nesta quinta-feira (15) na cidade para a conclusão da primeira parte das investigações sobre as fraudes contra o sistema financeiro nacional a partir do Banco Master.

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Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, depuseram nesta quinta. Ambos estão presos. A PF pretende entregar o relatório à Justiça até o final de novembro.

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