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Quarta Instância

Julgamento de Marielle é a primeira pauta positiva do STF após meses de crise

Convergência demonstrada na sessão interrompe embates entre ministros sobre polêmicas envolvendo o Master e o código de ética

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF condenou os acusados pelos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes com penas entre nove e 76 anos.
  • A decisão foi unânime entre os ministros, marcando um momento de harmonia na Corte, que vinha enfrentando tensões desde novembro de 2022.
  • Houve um recente desgaste interno, com vazamentos de conversas e questões sobre a conduta de ministros, incluindo um suposto vazamento de dados fiscais.
  • A criação de um código de ética para magistrados é uma proposta de Edson Fachin, mas enfrenta resistência dentro do STF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

STF condenou mandantes do crime de forma unânime: penas variam de nove a 76 anos de prisão Rosinei Coutinho/STF - 25.02.2026

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta semana condenar os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, fixando penas que variam de nove a 76 anos de reclusão.

Na ocasião, a Primeira Turma demonstrou convergência, decidindo de forma unânime. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, chegou a acompanhar a sessão presencialmente como forma de prestar apoio aos colegas.


Tal alinhamento não era visto desde novembro do ano passado. Fachin tomou posse na corte em setembro de 2025. De lá para cá, os ministros têm deixado claras as suas insatisfações.

Em novembro do ano passado, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que chegou a ser preso. A abertura do inquérito foi autorizada pelo então relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli.


Em 2021, dois irmãos de Toffoli venderam, por intermédio da empresa Maridt, parte das cotas que tinham no resort Tayayá por mais de R$ 3 milhões. A venda foi feita para o Arleen, um fundo controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master.

Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal encaminhou a Fachin um relatório sobre os celulares de Daniel Vorcaro. Os peritos da Polícia Federal encontraram mensagens citando o ministro Dias Toffoli em um dos aparelhos.


No dia 12, após vários pedidos de suspeição, os ministros entraram em acordo e decidiram pelo afastamento de Toffoli da ação. O ministro André Mendonça assumiu o caso após sorteio.

Entretanto, a reunião entre os ministros foi tensa, acabou vazada para a imprensa e gerou desgaste no tribunal. Trechos do encontro foram revelados pelo Poder360.


Um ministro conversou com o blog e disse que todos estão “perplexos” com a situação. Além disso, uma ala da corte acredita que o vazamento foi feito pelo próprio Toffoli. O ministro, contudo, nega.

Código de Ética

Em dezembro de 2025, Edson Fachin afirmou que um dos objetivos da sua gestão à frente da mais alta instância do sistema de Justiça seria a criação de um código de ética para disciplinar a conduta de magistrados de tribunais superiores. A proposta enfrenta resistência no próprio STF e se tornou um tema “escanteado” até o momento.

Dados vazados

O mais recente desgaste no tribunal é a investigação sobre o suposto vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo, do procurador-geral da República e de familiares.

De acordo com a apuração reunida no inquérito das fake news, servidores da Receita ou profissionais cedidos por outros órgãos acessaram dados fiscais de autoridades sem justificativa institucional.

O inquérito — cuja relatoria é do ministro Alexandre de Moraes — foi aberto em 14 de março de 2019, por ordem do então presidente do STF, Dias Toffoli. O objetivo é investigar a existência de fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honra e a segurança do STF, assim como de seus membros e familiares.

Alvo de críticas, o inquérito das fake news, apelidado de “inquérito do fim do mundo”, não deve acabar “tão cedo”, avaliam ministros do STF ouvidos pelo blog. Entretanto, uma ala da corte tem defendido que a investigação deveria ser encerrada.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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