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Quarta Instância

Julgamento sobre mandato-tampão para governo do RJ divide o Supremo

Ainda não há unanimidade entre os ministros sobre qual deve ser o formato da eleição

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros do STF discutem o modelo de eleição para o mandato-tampão do governo do Rio até 2026.
  • Ainda não há consenso sobre eleição direta ou indireta; PGR apoia a votação popular.
  • Alguns ministros defendem a eleição direta, argumentando desvio de finalidade na renúncia do ex-governador Cláudio Castro.
  • Preocupações sobre legitimidade democrática e intervenções políticas em um estado com problemas de segurança e corrupção.

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Brasília (DF) 14/08/2024 Os ministros do STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, participam do seminário "A necessidade de regulamentar as redes sociais e o papel das plataformas na economia digital"  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Dino e Moraes defendem eleições diretas para governador-tampão Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 14.8.2024

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ainda buscam entrar em consenso para definir qual deve ser o modelo de eleição para o mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro até o fim de 2026.

Ainda não há unanimidade no tribunal para decidir se a eleição deve ser direta (mediante voto dos eleitores) ou indireta (por escolha dos deputados estaduais). A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor de eleições diretas.


O STF chegou a julgar o caso no plenário virtual e formar maioria pela eleição indireta. Defenderam esse entendimento Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin.

No entanto, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin divergiram, apoiando uma eleição direta, com voto popular.


Esse julgamento, contudo, foi zerado após Zanin apresentar um pedido de destaque, levando a análise do caso para o plenário presencial.

“Manobra” de Cláudio Castro

Ao se colocarem contra a realização de eleição indireta, Moraes, Dino e Zanin destacaram que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, feita na véspera da retomada do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que o declarou inelegível até 2030, teve um nítido desvio de finalidade.


Para os ministros, o objetivo da renúncia foi mitigar os efeitos da condenação e fabricar uma situação de “dupla vacância” para garantir que a sucessão ocorresse via eleição indireta, frustrando a autoridade da Justiça Eleitoral e burlando a imposição de eleições diretas.

Também foi destacado que o Rio de Janeiro vive uma situação grave, com problemas institucionais e de segurança pública, marcada pela atuação de milícias, tráfico e casos frequentes de corrupção.


Nesse cenário, na avaliação dos ministros, limitar a escolha do governador a um grupo pequeno de pessoas, por meio de eleição indireta, reduziria a legitimidade democrática e aumentaria o risco de interferência política indevida.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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