Ambientalistas pressionam STJ por decisão contra fracking, técnica de extração de petróleo e gás
Superior Tribunal de Justiça retomaria julgamento que pode definir o uso do fraturamento hidráulico nesta quarta; entenda
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Ambientalistas pressionam o STJ (Superior Tribunal de Justiça) por uma decisão contra o fracking, técnica de fraturamento hidráulico para exploração de petróleo e gás. O Superior Tribunal de Justiça retomaria o julgamento que poderá definir o futuro da prática nesta quarta-feira (14), mas adiou a análise do processo para data ainda não definida. A decisão tem repercussão nacional.
O fracking é uma técnica que consiste na injeção de grandes volumes de água, areia e produtos químicos sob alta pressão para fraturar formações rochosas e liberar petróleo e gás.
Nicole Oliveira, diretora executiva do Instituto Internacional Arayara, diz que o fracking é uma técnica preocupante pelos riscos que representa para a água, saúde humana e clima.
“Para extrair gás e petróleo de rochas profundas, são injetados milhões de litros de água misturados com areia e produtos químicos sob altíssima pressão, provocando fraturas nas rochas. Esse processo pode contaminar águas subterrâneas e superficiais, consumir enormes volumes de água, gerar resíduos tóxicos e até provocar tremores de terra”, explicou.
O processo de exploração pode liberar metano, gás de efeito estufa muito mais potente que o CO₂ no curto prazo, “agravando a crise climática”. “Os impactos não se limitam ao local da perfuração: podem comprometer o abastecimento de água, a agricultura, a pecuária e a saúde das comunidades próximas. São riscos documentados internacionalmente e extensamente”, disse ao R7 Planalto.
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