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‘Cometemos um erro’, diz Jaques Wagner sobre lei de delação premiada

Líder do governo no Senado considera que norma aprovada no governo Dilma não funcionou

R7 Planalto|Amanda Almeida, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jaques Wagner, líder do governo no Senado, declarou que a lei de delação premiada aprovada no governo Dilma foi um erro.
  • Ele criticou o uso de delações obtidas sob "coação psicológica", mencionando as investigações da Lava Jato.
  • Wagner defendeu que a colaboração premiada deveria ser permitida apenas para investigados em liberdade.
  • O senador negou envolvimento em negócios de Daniel Vorcaro na Bahia e apoiou Davi Alcolumbre, que também negou receber dinheiro de Vorcaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para o petista, a colaboração premiada deveria ocorrer apenas com investigados em liberdade Carlos Moura/Agência Senado - 16.06.2026

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse nesta terça-feira (16) que a lei da delação premiada aprovada durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff foi um erro. Em discurso no plenário, o senador disse que o Congresso não percebeu, à época, os riscos de permitir acordos de colaboração com investigados presos.

“Nós, acho, cometemos um erro. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas”, afirmou.

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Segundo Wagner, esse modelo abriu espaço para acusações obtidas sob “coação psicológica”, numa referência às investigações da Lava Jato. “Na verdade, foi com essa delação sob coação psicológica, a real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram o atual presidente Lula à cadeia.”

O petista disse que a colaboração premiada deveria ocorrer apenas com investigados em liberdade.

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“O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?”, questionou.

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O líder tem sido citado como envolvido em negócios de Daniel Vorcaro na Bahia. Ele se defendeu. Disse que não tinha relação com o banqueiro e que, se a delação dele foi rejeitada, deveria ter sido “picotada”.

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A declaração foi feita durante discurso em solidariedade ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), após ele negar ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro.

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