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De olho nas mudanças climáticas, Brasil quer criar três laboratórios de monitoramento

Cemaden vai implementar laboratório de chuvas, o primeiro da América Latina, para acompanhar precipitações de até 300 mm

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Cemaden planeja implementar três laboratórios para monitoramento climático, incluindo o primeiro laboratório de chuvas da América Latina, com capacidade de acompanhar precipitações de até 300 mm.
  • Os laboratórios também incluirão um de geotecnia, para simulações de deslizamentos de terra, e outro de geovisualização, para simular deslizamentos e treinar defesas civis.
  • O projeto tem previsão de conclusão em quatro anos, mas espera-se que os laboratórios comecem a operar parcialmente antes desse prazo.
  • O Cemaden promove a educação sobre riscos de desastres através do Programa Cemaden Educação e em parceria com a USP, oferecendo pós-graduação em desastres naturais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Enchentes em 2024 afetaram 467 municípios gaúchos e causaram a morte de mais de 160 pessoas Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 18.5.2024

O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) pretende criar três laboratórios para aumentar a capacidade de monitoramento do Centro. As informações foram dadas em entrevista exclusiva ao R7 Planalto concedida pela diretora do Cemaden, Regina Alvalá.

Um desses laboratórios será de acompanhamento das chuvas, o primeiro da América Latina, e vai gerar informações sobre precipitações de até 300 mm. O orçamento foi liberado e agora o Centro passará por adequações na infraestrutura.


O projeto tem previsão de ser entregue em quatro anos, mas a expectativa é que antes do fim do prazo os laboratórios estejam funcionando parcialmente.

“Para dispomos de dados para novas pesquisas, teremos também um laboratório de geotecnia, para fazer estudos de simulações, olhando todos os processos associados a deslizamentos de terra”, explicou.


O terceiro laboratório será de geovisualização. A tecnologia permitirá simular deslizamentos de terras e treinar as defesas civis. O recurso pode ser a diferença entre uma resposta ágil e ações eficazes de contenção diante de desastres naturais.

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O papel da comunidade

Treinar a população para situações de risco, inclusive, é uma etapa fundamental na avaliação da diretora do Cemaden.


“Temos o Programa Cemaden Educação, onde trabalhamos nas escolas, com comunidades, professores e defesas civis na construção da percepção do risco. Essas ações permitem que as cidades fiquem mais resilientes e tenham esses agentes de salvaguarda”, explica. Até o momento, o Cemaden já realizou nove edições do #aprenderparaprevenir.

No rol de qualificação, o Centro, em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), implementou uma pós-graduação em desastres em 2019.


“Até o momento, já foram formados 40 mestres e mais de uma dezena de doutores formados”, explica Regina, que defende a importância da medida para o Brasil contar com profissionais qualificados no tema.

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