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Dinheiro privado em ferrovias: governo federal endurece fiscalização

Pasta quer produção de relatórios e acompanhamento dos recursos investidos

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério dos Transportes começou a monitorar os recursos privados investidos em ferrovias no Brasil.
  • Novas regras de controle foram publicadas para fiscalizar valores oriundos de acordos entre o governo e concessionárias ferroviárias.
  • A ANTT será responsável por monitorar os investimentos e publicar relatórios trimestrais sobre os recursos e projetos.
  • Recursos não utilizados adequadamente poderão ser recolhidos ao Tesouro Nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Investimentos serão monitorados pela ANTT Ricardo Botelho/Minfra - arquivo

O Ministério dos Transportes vai acompanhar de perto os recursos privados investidos em ferrovias brasileiras. Em portaria publicada nesta sexta-feira (23), a pasta endureceu as regras de controle e fiscalização dessas verbas.

Agora, os valores com origem em acordos firmados entre governo e concessionárias ferroviárias, assinados muitas vezes para encerrar disputas administrativas ou judiciais, serão monitorados.


Na prática, a medida pode levar à redução dos custos de produtos e do transporte de cargas, bem como à diminuição da emissão de poluentes.

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As novas regras estipulam, por exemplo, que bilhões de reais parados ou sem destinação clara, que acabam na mira de órgãos de controle, só poderão ser usados em projetos estratégicos para o país.


A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) ficará responsável pelo monitoramento dos recursos e terá de publicar relatórios trimestrais com detalhes dos valores, dos rendimentos financeiros e do andamento dos projetos.

Caso as quantias não sejam aplicadas conforme as regras ou dentro dos prazos definidos, o dinheiro poderá ser recolhido ao Tesouro Nacional.


Entenda

Embora os recursos em questão sejam privados, eles são usados para melhorar a malha ferroviária de interesse da União, em obras de ampliação, recuperação de trechos ou aumento da capacidade logística.

Com as alterações, esses recursos deverão ser destinados apenas para projetos oficiais de planejamento, como o PNL (Plano Nacional de Logística) e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


A Portaria também cria um Comitê de Governança de Recursos Ferroviários, formado por representantes do Ministério dos Transportes, da ANTT e da Infra S.A.

O grupo será responsável por aprovar quais projetos poderão receber valores e por resolver conflitos relacionados à gestão dos investimentos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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