PL pode ganhar 9 cadeiras no Senado, PSD perder 8 e PSDB zerar a bancada, aponta estudo
Projeção aponta concentração de cadeiras em partidos com maior competitividade nacional e perda de espaço de siglas tradicionais
R7 Planalto|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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O PL pode ampliar de 15 para 24 o número de senadores a partir de 2027 e se tornar a maior bancada da Casa, segundo uma projeção do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) para a composição do Senado após as eleições deste domingo (4).
No sentido contrário, o PSD pode sofrer a maior perda entre os partidos analisados, caindo de 14 para seis representantes. O PSDB, que atualmente tem quatro senadores, corre o risco de ficar sem nenhuma cadeira na próxima composição.
O cenário aponta para uma mudança na correlação de forças do Senado. A avaliação é que pode haver uma concentração maior de vagas em legendas com competitividade nacional, especialmente PL e PT, acompanhada pelo encolhimento de partidos tradicionais, como PSD, MDB e PSDB.
O PT pode aparecer como a segunda maior bancada da Casa. A sigla tem atualmente nove senadores e chegaria a dez na projeção. Confira como estão as principais bancadas atualmente e como ficariam na projeção do Diap:
- PL: de 15 para 24 senadores (+9)
- PT: de 9 para 10 (+1)
- PP: de 8 para 9 (+1)
- União Brasil: de 3 para 7 (+4)
- Republicanos: de 6 para 7 (+1)
- MDB: de 9 para 7 (-2)
- PSD: de 14 para 6 (-8)
- PSB: de 6 para 4 (-2)
- PSDB: de 4 para 0 (-4)
O levantamento também mostra o crescimento de partidos de centro e centro-direita. O União Brasil, por exemplo, teria o segundo maior avanço em números absolutos, ao passar dos atuais três senadores para sete. PP iria de oito para nove e Republicanos, de seis para sete.
O Senado renovará dois terços da sua composição nesta eleição. Das 81 cadeiras da Casa, 54 estão em disputa — duas por estado e pelo Distrito Federal —, o que abre espaço para uma alteração significativa no equilíbrio entre as bancadas. Dos senadores que ocupam atualmente essas vagas, 32 concorrem à reeleição.
Impacto na próxima legislatura
Neuriberg Dias, analista político e diretor do Diap, afirma que o tamanho das bancadas terá impacto direto sobre a capacidade de influência dos partidos na próxima legislatura. Quanto maior o grupo, maior tende a ser seu peso nas articulações da Casa e na disputa por espaços como presidências e composição de comissões, segundo o analista.
Mesmo que alcance os 24 senadores projetados pelo Diap, o PL não teria maioria sozinho. A bancada equivaleria a pouco menos de 30% das 81 cadeiras da Casa, o que manteria a necessidade de articulação com outras legendas para formar maiorias.
Dias cita que o eventual crescimento do PL no Senado tende a dar mais força às discussões relacionadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao funcionamento do Judiciário.
Na avaliação do analista, a possibilidade é de que haja uma relação mais conflituosa entre parte da próxima composição da Casa e a Corte, diante da presença de parlamentares que defendem mudanças nas regras aplicadas ao Supremo.
Cabe aos senadores, por exemplo, analisar indicações do presidente da República para ministros do STF e processar e julgar ministros da Corte em crimes de responsabilidade.
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