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Resposta à megaoperação no Rio de Janeiro deve ter disputa por ‘paternidade’ na Câmara

Planalto e oposição devem intensificar embates para defender propostas

R7 Planalto|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A operação Contenção no Rio de Janeiro gerou mobilização no Congresso para responder ao crime organizado.
  • Projetos da oposição, como a equiparação de facções a terroristas, estão ganhando apoio na Câmara dos Deputados.
  • O governo também apresentou um projeto antifacções, mas enfrenta resistência da oposição que considera o projeto mais completo.
  • Os projetos podem tramitar juntos, dependendo da decisão dos parlamentares e do presidente da Câmara.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília - 14/10/2025 -  Secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, debate PEC da Segurança Pública na Câmara Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
Guilherme Derrite vai voltar à Câmara para relatar proposta contra o crime organizado Lula Marques/Agência Brasil - 14.10.2025

Após a deflagração da Operação Contenção no Rio de Janeiro, o Congresso Nacional intensificou a mobilização para dar uma resposta direta ao crime organizado.

Na Câmara dos Deputados, dois projetos capitaneados pela oposição ganharam fôlego: a proposta que equipara facções a terroristas e o projeto que cria um marco legal contra o crime organizado.

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Já com urgência aprovada, o primeiro projeto vai ser relatado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PL). O deputado vai se licenciar da secretaria e, nesta semana, pretende iniciar as tratativas para votar o texto.

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Uma ala do governo é contra a proposta, pois alega que a medida não endurece penas para os criminosos. Mas, conforme mostrou o R7 Planalto, o relatório final deve estabelecer aumento de penas.

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A proposta do marco legal contra o crime é relatada pelo presidente da Comissão de Segurança da Câmara, deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP).

O texto tem apoio massivo da bancada da bala, e a oposição articula uma votação célere no plenário. Em resumo, o projeto endurece a lei penal e cria novos tipos de crime para enfrentar organizações criminosas, milícias, corrupção de agentes públicos e mercados ilícitos.

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Do outro lado da Praça dos Três Poderes, o Palácio do Planalto também acelerou as ações contra o crime. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso na sexta-feira (31) o projeto antifacções, que é uma iniciativa para tentar conter a expansão do crime organizado e inclui o aumento de penas.

A oposição já diz ser contra o texto, pois alega que o PL do marco legal seria mais completo. Contudo, o projeto do governo tramita com urgência constitucional, o que dá ao Congresso 45 dias para analisar a proposição, sob pena de trancamento da pauta.

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Por serem correlatos, os projetos podem ser apensados para tramitação conjunta. Mas isso depende da vontade dos parlamentares e, principalmente, do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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