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TCU vai investigar contas do governo ligadas a desastres naturais

Ministro Benjamin Zymler será relator de apuração para checar uso de créditos extraordinários

R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TCU investigará os gastos do governo federal relacionados a desastres naturais.
  • Ministro Benjamin Zymler será o relator da apuração, iniciada após denúncia sobre previsões orçamentárias da Defesa Civil.
  • Denúncia do deputado Ubiratan Sanderson questiona valores orçamentários propostos para 2024, inferiores à média anual de R$ 1,6 bilhão desde 2020.
  • Governo gastou R$ 3 bilhões em 2024 para catástrofes no RS e queimadas na Amazônia e Pantanal, com estimativa de R$ 1 bilhão adicional em 2025.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

TCU vai avaliar condução de orçamento do governo para desastres naturais, a exemplo de enchentes no RS Raf Neddermeyer/Agência Brasil - Arquivo

O TCU (Tribunal de Contas da União) vai apurar gastos do do governo federal ligados a desastres naturais. A apuração será conduzida pelo ministro Benjamin Zymler e foi aberta depois de denúncia que questiona a forma de previsão das contas ligadas à Defesa Civil. O foco é voltado para bloqueios orçamentários para liberação de recursos extraordinários.

Os tipos de gastos levam em conta valores empregados para assistência humanitária, abastecimento emergencial de água e gastos com abrigos provisórios. Além de atendimentos hospitalares, limpeza e serviços essenciais, como água e luz.


O pedido chegou à Corte a partir de denúncia protocolada pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS). O parlamentar apresentou um levantamento que questiona a motivação do governo federal em enviar propostas orçamentárias com valores inferiores aos gastos gerais de defesa civil. A média anual da União, segundo balanço do parlamentar, é de R$ 1,6 bilhão desde 2020.

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A partir do montante, o deputado questionou valores propostos pelo governo em 2024 — pela previsão de R$ 751 milhões. No mesmo ano, o governo gastou R$ 3 bilhões de forma extraordinária, com recursos liberados para catástrofe climática no Rio Grande do Sul e queimadas na Amazônia e Pantanal. Em 2025, a estimativa é de um gasto adicional de R$ 1 bilhão.


“A sucessão desses episódios demonstra que não se trata de acontecimentos isolados ou imprevisíveis, mas de um padrão contínuo e reiterado de insuficiência deliberada das dotações orçamentárias destinadas ao enfrentamento de desastres naturais”, afirmou o Sanderson no pedido apresentado ao tribunal.

Na última semana, o TCU fez um alerta ligado à subestimação de gastos com prevenção e combate a desastres naturais na análise de contas de 2025. O nosso processo ainda será avaliado pela Corte.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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