Sobre os últimos escândalos: quem coloca limites no poder?
Um pensamento inquietante sobre a máquina de influência que rege a sociedade

Ahhh, o poder. Primeiro, você fala que não precisa dele.
Até que um dia você tem ele na mão.
Uma oportunidade.
Uma promoção no trabalho.
Uma proposta aparentemente irrecusável.
Uma possibilidade, quem sabe, de “ser alguém”, quiçá ficar rico.
Mas de onde vem toda essa chance?
Às vezes, do seu próprio esforço. E que bom por isso!
Só que como você lida, daí para frente, dita o seu sucesso ou fracasso.
E quando o caminho não é lícito?
O que fazer?
Recusar e seguir a mesma vida pacata?
Ou aceitar, “afinal, aparentemente não fará mal a ninguém”, e “mudar” de vida?
Uma vez, ouvi: “Você só sabe se recusa um bilhão de dólares quando está frente a frente com a proposta.”
Será?
Só sei que o mundo está complicado.
É claro que o problema não é ter poder, dinheiro ou sucesso. É o caminho usado para chegar lá e o que se faz depois disso.
Precisamos de pessoas do bem no topo. Fortes.
Mas, infelizmente, o que vemos crescer é justamente o contrário.
E, como li esses dias, a Terra está cansada. Não apenas no quesito natureza.
É um puxando o tapete do outro. Cobiça à solta. Homicídios a torto e a direito.
Tá cansativo.
Tá triste.
O que fazer?
Não sou a dona da resposta.
Mas, se você está aqui, é porque deve pensar como eu.
Se não, vale a reflexão.
Devemos seguir em frente?
Claro! E acreditando.
Lutando.
Batalhando sem desanimar.
Porque a nossa força... Ah, a nossa força! Ela não pode vir dessa algazarra toda que acontece no mundo, não.
Precisamos ser o trigo no meio do joio.
Pelos nossos filhos.
Pelo nosso futuro.
Pela nação.
Parece que é mais difícil para quem age certo? Não parece. É. Mas o resultado vem. Os frutos vêm. Eles sempre vêm. E aí, sim, tudo fará sentido.
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