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Declaração do sócio de Rick traz reflexão sobre planos e despedidas

Cinco pessoas morreram na queda da aeronave, localizada nesta terça-feira (22), na Serra Catarinense

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O helicóptero com o cantor Rick e mais quatro pessoas caiu na Serra Catarinense, sem sobreviventes.
  • Olívio Beltrão Júnior, sócio de Rick, decidiu viajar de carro, apesar da insistência do cantor para ir de helicóptero.
  • Momentos antes da tragédia, Bruno Avelar deixou uma mensagem carinhosa para o filho, que agora é vista de forma diferente.
  • A tragédia destaca a importância de valorizar a brevidade da vida e expressar sentimentos antes que seja tarde demais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rick, da dupla com Renner, morreu aos 59 anos Reprodução/Instagram/@ricksollo1

O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, foi localizado no fim da manhã desta terça-feira (22), na Serra Catarinense. A aeronave havia desaparecido na segunda-feira (21), depois de decolar de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino a São Joaquim. Não houve sobreviventes.

Além de Rick, estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

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Em meio às entrevistas e aos relatos que surgiram, um deles chamou atenção. Olívio Beltrão Júnior, amigo e sócio de Rick, também iria a São Joaquim. Os dois eram parceiros e o grupo tinha um almoço marcado em uma vinícola, ao meio-dia.

Olívio, porém, decidiu fazer o trajeto de carro. Rick tentou convencê-lo a mudar de ideia. “O Rick ainda insistiu para que eu viesse com eles, mas decidi ir de carro. São coisas a que estamos sujeitos na vida”, contou o empresário.

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Os amigos seguiram de helicóptero.

Uma ação cotidiana que acabou colocando aquelas pessoas diante de destinos completamente diferentes.

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Nós tomamos decisões assim o tempo inteiro, sem conhecer as consequências reais. Vou por aqui ou por ali? Vou de carro ou aceito uma carona? Saio agora ou daqui a meia hora?

Quantas vezes reclamamos porque ficamos presos no trânsito, porque perdemos um horário, porque um voo atrasou, porque um compromisso foi cancelado ou porque alguma coisa simplesmente não aconteceu como planejávamos?

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Naquele momento, enxergamos apenas o incômodo. Só que nunca saberemos quantas vezes um atraso, um “não”, uma mudança ou até uma frustração nos protegeu de algo ruim que poderia ter acontecido.

Imprevisibilidade

Outros registros das horas anteriores à tragédia também ganharam um peso enorme depois do que aconteceu.

Na manhã de segunda-feira, Bruno Avelar publicou um vídeo antes de sair de casa. Pegou um boneco de massinha do filho, desenhou um rosto e contou que deixaria uma surpresa para ele.

“Vou deixar aqui um recadinho pra ele… acho que ele vai curtir”, falou.

Naquele momento, era apenas um pai deixando um pequeno carinho para o filho antes de viajar. Hoje, inevitavelmente, o vídeo é assistido de outra forma.

Rick também havia enviado uma mensagem de voz combinando os próximos passos da viagem. Falava de almoço, horário e do que faria depois.

Um almoço. Uma viagem. Um encontro.

Compromissos, como tantos que temos todos os dias, sem imaginar o que pode acontecer no caminho.

Thiago Nigro, amigo de Bruno Avelar, escreveu sobre a amizade entre os dois. E uma frase, em especial, se destaca: “Eu não consegui dizer o que deveria ter te dito em vida, meu irmão. Garganta está entalada…”

Quantas conversas estamos deixando para depois? Quantos pedidos de perdão? Quantos abraços? Quantas palavras de gratidão? Quantas vezes acreditamos que haverá outra oportunidade para dizer aquilo que sentimos?

Notícias como essa entristecem, mas também nos fazem olhar para a brevidade da vida e para a forma como estamos escolhendo vivê-la.

Valorizar mais quem está ao nosso lado. Escolher melhor nossas batalhas. Dizer enquanto há tempo. Amar enquanto há tempo.

Porque, antes de virar despedida, tudo parece apenas rotina. Até deixar de ser.

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