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7 de Setembro: protestos no Rio têm feridos e mais de 20 detidos; criança de 6 anos está entre as vítimas

Manifestantes tentaram invadir desfile no centro e entraram em confronto com a PM

Rio de Janeiro|Do R7

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MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDO

Os protestos iniciados na manhã deste sábado (7), no centro do Rio de Janeiro, resultaram na detenção de ao menos 27 pessoas, segundo a Secretaria de Segurança do Estado. Os motivos vão desde desacato até arremesso de latinha de cerveja contra uma viatura da corporação.

Os agentes cumpriram a orientação da CEIV (Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismos em Manifestações Públicas) e levaram para a delegacia qualquer mascarado que tenha se recusado a mostrar o rosto e apresenta a carteira de identidade. Os manifestantes foram levados em sua maioria para as Delegacia da Mem de Sá (5ª DP) e São Cristóvão (17ª DP).


Os confrontos entre PMs e manifestantes deixaram pelo menos 13 pessoas feridas, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Todas foram atendidas no hospital Souza Aguiar. Entre as vítimas estavam mulheres e uma criança de seis anos, que foi atingida na cabeça. Até as 16h30, 11 já haviam sido liberados da unidade.

A confusão no centro começou cedo. Às 9h, já havia ao menos cinco manifestantes detidos por se reusarem a mostrar o rosto ou por desacato. Uma hora depois, centenas de manifestantes tentaram invadir a área isolada para a realização do desfile cívico de 7 de Setembro e foram contidos por policiais militares, que lançaram bombas de gás lacrimogêneo, usaram spray de pimenta e dispararam balas de borracha.


Logo que o tumulto começou, pessoas que se aglomeravam para assistir ao desfile correram em direção às estações de metrô. Segundo o MetrôRio, três dos quatro acessos à estação Central do Brasil foram fechados por precaução. As arquibancadas montadas ao longo da avenida Presidente Vargas para acomodar cerca de 4.000 pessoas foram rapidamente esvaziadas. O desfile, porém, seguiu sem alterações no trajeto, sob proteção de uma imensa barreira policial.

Às 11h40, manifestantes iniciaram nova marcha pela rua Uruguaiana. Black Blocs se misturaram a integrantes do movimento Grito dos Excluídos, que ocorre todo dia 7 de setembro desde 1995. O protesto ocorria de forma pacífica até o meio-dia, quando policiais lançaram duas bombas de gás lacrimogêneo e foram atacados com pedras portuguesas por mascarados.


Cerca de cem policiais militares, com reforço do Batalhão de Choque, acompanhavam a manifestação. Às 12h20, um rapaz foi detido após jogar uma latinha de cerveja contra uma viatura da polícia.

Os manifestantes levavam cartazes pedindo a saída do governador Sérgio Cabral e também com a pergunta que tem se feito presente em todas as manifestações: "Onde está o Amarildo?". O ajudante de pedreiro sumiu em 14 de julho, após ser abordado por PMs na Rocinha.


Por volta das 13h30, manifestantes do grupo Black Bloc tomaram de maneira simbólica o monumento a Zumbi dos Palmares, na avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro. Eles arrancaram e incendiaram bandeiras do Brasil e do Estado presas ao monumento. Em seguida, hastearam uma bandeira negra, símbolo do grupo.

Um repórter que filmava a ação dos manifestantes foi xingado e expulso do local.

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