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Ação prende mais de 20 suspeitos de integrar máfia dos caça-níqueis

Ao menos sete suspeitos são policiais militares

Rio de Janeiro|Do R7

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Alessandro Costa/Agência O Dia

Vinte e dois suspeitos foram presos até as 19h30 desta quarta-feira (21) na Operação Perigo Selvagem, realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Militar contra máfia dos caça-níqueis. Dos 26 mandados de prisão preventiva, 21 foram cumpridos. Ao menos sete policiais militares, quatro ex-PMs e sete civis foram capturados em Bangu, zona oeste do Rio.

Dois agentes penitenciários também foram detidos. Um deles já tinha a prisão preventiva emitida pela Justiça. O outro foi detido em flagrante pelos agentes da operação — ele estava na empresa que pertence ao contraventor Fernando Iggnácio, um dos alvos da operação.


Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, as principais denúncias são de formação de quadrilha armada e corrupção ativa e passiva. Além das prisões preventivas, a operação da PM com o MP tenta cumprir 76 mandados de busca e apreensão nos bairros de Realengo, Marechal Hermes e Campo Grande, na zona oeste.

Até publicação desta reportagem, policiais tinham encontrado no quartel-general da quadrilha R$ 230 mil em espécie, 18 telefones celulares, anotações do jogo do bicho, computadores, máquinas de contar dinheiro e cofre.


Localizado em Bangu, este quartel fica na empresa Ivegê, de propriedade de Iggnácio, e era utilizado pelo grupo para as operações da máfia.

Segundo o MP, os suspeitos fariam parte de esquema de segurança de Iggnácio. Entre os PMs suspeitos, estão um tenente-coronel e um capitão.

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