Amigos fazem vaquinha para ajudar radialista que teve carro queimado em protesto
Ele disse que veículo não tinha seguro e estava carregado de peças de lingerie que vendia
Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

O radialista Fabrício Ferreira conta com a ajuda de amigos para recuperar o prejuízo que teve após seu carro ser incendiado durante o protesto no centro do Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira (17).
Ele informou que o automóvel, modelo 93, não tinha seguro e ainda pagava parcelas do financiamento. Além disso, ele vendia lingerie com a mulher e mais de R$ 1.500 em peças estavam no carro. Ferreira diz que estava no trabalho e viu pela janela o incêndio.
— Vi de cima da janela do trabalho tudo acontecendo e não podia fazer nada. Era aniversário da minha esposa e ela assistiu pela televisão nosso bem, conquistado com tanto esforço, consumido pelo fogo.
Os colegas de trabalho criaram um grupo por meio de redes sociais para ajudar o radialista. Eles fazem uma vaquinha para ajudá-lo.
Manifestantes tentaram por volta das 19h50 desta segunda (17) invadir a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e a Polícia Militar reagiu lançando bombas de efeito moral. A multidão se dispersou após a reação dos policiais. O Batalhão de Choque foi acionado e marchou na região.
Manifestantes pularam as grades que separavam o público da Alerj. Alguns usaram as grades para forçar a entrada.
Milhares de manifestantes foram às ruas da capital fluminense protestar. As reivindicações foram além do aumento da passagem de ônibus, para R$ 2,95. Os manifestantes pediram educação e saúde de qualidade, além de protestar contra a corrupção e os gastos para a Copa e Olimpíada.
Segundo a assessoria da PM, ao menos 20 agentes ficaram feridos. Outra oito pessoas se machucaram no protesto. Um jovem identificado como Bruno Alves levou um tiro de raspão no ombro. Ele foi levado ao Hospital do Andaraí e passa bem.















