Após queda de criança, Procon autua Infraero por irregularidades no Galeão
Menina de três anos caiu de vão de escada rolante no último sábado
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

O Procon autuou a Infraero nesta segunda-feira (6) após encontrar irregularidades nas condições de segurança e prestação de serviços no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio. A fiscalização ocorreu após uma menina cair de um vão entre escadas rolantes no último sábado (4). Camila Palacios Busnelli, de três anos, está internada no hospital Souza Aguiar, centro do Rio, e o estado de saúde dela é considerado estável.
Durante a operação, os agentes encontraram outros vãos similares ao que a menina caiu. Alguns deles tinham espaço superior a 19 cm, podendo ser ultrapassado até por um adulto.
Além dos vãos perigosos, a Infraero ainda foi autuada por outras irregularidades, como quatro elevadores e três bebedouros sem funcionamento e um banheiro para deficientes trancado. O ar condicionado também não estava funcionando em dois setores da área de embarque do Terminal 1. Os agentes encontraram uma caneleta de alumínio quebrada em uma esteira rolante podendo causar sérios ferimentos aos usuários.
Segundo a secretária de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos, casos de irregularidades na segurança podem levar a prisão.
— Omitir-se em caso de segurança, como está ocorrendo no aeroporto Tom Jobim, é motivo para mandar prender os responsáveis.
Crea reprova vão
O vão no mezanino entre a escada rolante e o guarda-corpo de onde caiu a menina argentina Camila Palacios está 8 cm além do permitido. A afirmação é do presidente do Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), Agostinho Guerreiro, para quem o vão está fora das especificações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Segundo o dirigente, o Crea está preparando um relatório sobre o que foi apurado pela instituição.
— O que eu posso antecipar é que existem as normas da ABNT e estes vãos que têm nas escadas e em lugares de passagem de público, como varandas, a recomendação é no máximo 11 cm, o que não é o caso de lá. Os indicativos apontam até agora um vão superior ao limite permitido, e o que está sendo mencionado é 19 cm, então para uma criança é um vão muito largo e perigoso.
Se for confirmado que a norma da ABNT não foi atendida, o Crea-RJ deverá chamar as pessoas envolvidas para prestar esclarecimentos e identificar as falhas. Segundo Agostinho, o Crea não pode tratar de problemas de obra, mas tem a tarefa de fazer a fiscalização do exercício profissional.
— O que nós podemos fazer é chamar a empresa e, eventualmente, o profissional que tenha feito, porque realmente existem normas para proteção de qualquer tipo de construção, sobretudo onde tem trânsito de pessoas.
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