Após ver sede do AfroReggae incendiada e "fugir" do Alemão, José Júnior é ouvido pela polícia
Coordenador da ONG aponta pastor como mandante do incêndio e de ameaças
Rio de Janeiro|Do R7

O coordenador do AfroReggae, José Júnior, prestará depoimento à polícia na tarde desta segunda-feira (22). De acordo com o delegado titular da DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), Márcio Mendonça, Júnior vai esclarecer as denúncias feitas ao pastor Marcos Pereira e as ameaças que disse ter recebido para fechar a sede do projeto no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.
No sábado (20), José Júnior anunciou o fim das atividades na favela da Grota. A confirmação de que o projeto deixaria o conjunto de favelas veio cinco dias após o imóvel, onde também funcionava um jornal comunitário, ser incendiado.
Em coletiva, Júnior disse ter recebido avisos de que o prédio seria explodido e pessoas mortas, caso o projeto, que há 20 anos difunde cultura a pessoas carentes, continuasse no Alemão.
Na última terça-feira (16), um dia após o incêndio, o coordenador da ONG disse que a ordem para o incêndio partiu do pastor Marcos Pereira, preso por suspeita de estuprar fiéis.
— A ordem vem do Marcos Pereira, que se diz pastor e não tem nada de pastor. Desde que nos posicionamos contra ele, aconteceram coisas. Não vai nos surpreender se aparecer droga no AfroReggae ou se alguém aparecer morto, até mesmo eu. O R7 entrou contato com a defesa do pastor, mas não havia conseguido um posicionamento até a publicação desta reportagem.
Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito do crime é Wagner Moraes da Silva. Ele foi encontrado no segundo andar do prédio com 30% do corpo queimado. Ele está internado no Centro de Tratamento para Queimados do hospital Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste.
De acordo com a perícia, uma lata de combustível foi encontrada. Também foram encontrados três focos de incêndio, dois no primeiro andar e um no terceiro. O segundo andar não pegou fogo.















